PALAVRA COM SENTIDO

PALAVRA COM SENTIDO

“…Soltai brados de alegria… Fazei ouvir os vossos louvores…” (cf. Jeremias 31, 7)

O convite à alegria é permanente, na Palavra do Senhor. A alegria nasce da fé no Senhor que salva o seu povo; é fermento de esperança, na tristeza que envolve a vida; é testemunho do amor que se verga sob o peso da cruz; é proclamação da verdade que nos liberta. O desafio da alegria afronta o ódio, a vingança, a marginalidade, a violência, porque é criador de unidade, de comunhão, de festa, de encontro e de paz… A verdadeira alegria: aquela que vem de Deus e anima a nossa acção missionária. Por ela, somos convidados a louvar e a agradecer as maravilhas que Deus faz em nós e, por nós, no meio do mundo. Cantar a alegria da fé, do amor incondicional, da vida doada em serviço por amor, da fraternidade que construímos na harmonia das palavras e na beleza dos gestos, da esperança que destrói muros e lança pontes de solidariedade e de perdão. Acolher a alegria de Jesus presente no meio de nós…

sábado, 22 de janeiro de 2011

FESTA DAS FOGACEIRAS



 Mais uma vez, dando cumprimento ao voto feito há mais de 500 anos, realizou-se a Festa das Fogaceiras, em honra do mártir São Sebastião, no dia 20 de Janeiro.
Centrada na celebração da Eucaristia, na Igreja Matriz, a festa tem dois momentos muito peculiares: a bênção das fogaças, feita durante a Missa e a procissão, da parte da tarde.


De todo o Concelho, vieram as “Fogaceiras”: meninas vestidas de branco, cintadas de faixas coloridas, que transportam a fogaça na procissão; segundo informação recolhida, fizeram parte do cortejo 270 meninas. O povo afluiu em abundância quer na participação da Eucaristia, quer na procissão. O tempo ajudou a esta presença tão significativa. Ano após ano, motivado pela fé e pela fidelidade, o povo das Terras da Feira confia-se à protecção do Santo Mártir Sebastião. Que a sua memória eleve o nosso espírito para Deus e nos confirme na esperança e na alegria.

A UNIDADE DOS CRISTÃOS


Na passada quarta-feira, 19 de Janeiro, o Papa Bento XVI apresentou quatro “pilares” que considera necessários para a construção da unidade dos cristãos, lamentando que as divisões entre as Igrejas não permitam celebrar em conjunto a Eucaristia. Disse o Papa: “Durante esta semana é particularmente viva a amargura pela impossibilidade de partilha da própria mesa eucarística, sinal de que estamos ainda longe da realização daquela unidade pela qual Cristo orou …A história do movimento ecuménico é assinalada por dificuldades e incertezas … mas é também uma história de fraternidade, de cooperação e de partilha humana e espiritual…”

No seu discurso, o Papa desenvolveu os quatro elementos do tema desta Semana pela Unidade dos Cristãos: “Eram assíduos ao ensino dos Apóstolos, à união fraterna, à fracção do pão e às orações”, frase que evoca a experiência da comunidade de Jerusalém tal como é narrada nos Actos dos Apóstolos.
Para o Papa, o testemunho de vida dos primeiros cristãos continua a ser “o pilar da vida de toda a comunidade cristã e constitui o único fundamento sólido sobre o qual avançar na construção da unidade visível da Igreja”.
Referindo-se às quatro características da vida dos cristãos de Jerusalém, o Papa salientou que “ainda hoje a comunidade dos crentes reconhece, na referência ao ensina-mento dos apóstolos, a norma da própria fé”; a união fraterna continua a ser hoje “a expressão mais tangível, sobretudo para o mundo externo, da unidade entre os discípulos” de Cristo; na “fracção do pão – primeiro nome que a Eucaristia teve - está o cume da nossa união com Deus e representa por isso também a plenitude da unidade”; a oração “deve tornar-se motivo de um empenho ainda mais generoso da parte de todos”, para que, “removidos os obstáculos à plena comunhão”, chegue o dia em que seja possível “partir juntos o pão eucarístico e beber do mesmo cálice”. A oração é, desde sempre, a atitude constante dos discípulos de Cristo que possibilita a abertura à fraternidade, ao perdão e à reconciliação. ( cf. Rádio Vaticano )

Papa pede moralização da vida pública


O Papa alertou hoje, dia 21 de Janeiro, no Vaticano, para uma crise moral que atinge as “estruturas que estão na base da convivência” civil, considerando que as mesmas se encontram ameaçadas. “O nosso mundo, com todas as suas novas esperanças e possibilidades, é atravessado, ao mesmo tempo, pela impressão de que o consenso moral diminui e, como consequência, as estruturas que estão na base da convivência já não conseguem funcionar de modo pleno”, disse.

Falando perante responsáveis da polícia de Roma - num momento em que a Itália atravessa uma crise política - o Papa pediu que “a sociedade e as instituições públicas reencontrem a sua «alma», as suas raízes espirituais e morais”.
Bento XVI reafirmou preocupações face ao subjectivismo e à privatização da religião na sociedade, criticando “uma visão redutora da consciência” que faz com que “cada um tenha a sua própria verdade, a sua própria moral”.
“A consequência mais evidente é que a razão e a moral tendem a ser confinadas para o âmbito do sujeito, do privado: a fé, com os seus valores e os seus comportamentos, não tem direito a um lugar na vida pública e civil”, referiu.
Para o Papa, a sociedade que dá “grande importância ao pluralismo e à tolerância” é a mesma na qual “a religião tende a ser progressivamente marginalizada e considerada sem relevância, de certa forma estranha ao mundo civil”.
Sobre Roma, “cidade eterna”, Bento XVI disse que as “profundas mudanças” que atravessa podem gerar “sentimentos de insegurança, devidos, em primeiro lugar, à precariedade social e económica”.
Em conclusão, o Papa declarou que a Igreja não vai deixar de “oferecer o seu próprio contributo para a promoção do bem comum”. ( in, Agência Ecclesia )

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

FESTA DAS FOGACEIRAS EM HONRA DO MÁRTIR SÃO SEBASTIÃO

20 de Janeiro

Programa religioso – Na Igreja Matriz
11,00 horas: Celebração da Eucaristia
15,30 horas: Procissão
Preside o Senhor Dom João Lavrador, Bispo Auxiliar do Porto

UM POUCO DE HISTÓRIA

São Sebastião

Dizem que nasceu em Narbonne, França, no final do século III. Os seus pais mudaram-se para Milão, onde Sebastião cresceu e foi educado. Por influência da sua mãe, que o educou na fé cristã, Sebastião sempre deu provas de piedade e de fortaleza no cumprimento das exigências da fé.
Já adulto, alistou-se como militar, nos exércitos do Imperador Diocleciano. O seu porte imponente, a prudência das suas atitudes e a bravura do jovem militar agradaram ao Imperador que o nomeou comandante de sua guarda pessoal – a Guarda Pretoriana. Neste posto de grande destaque, Sebastião tornou-se protector dos cristãos encarcerados, em Roma. Com frequência, visitava os prisioneiros: encorajava-os, consolava-os e animava os que eram levados para o martírio falando-lhes da recompensa, que receberiam no céu - a coroa da glória, no dizer de São Paulo.
Sebastião foi denunciado por um soldado que o acusou de ser cristão. O imperador sentiu-se traído ao ouvir o próprio Sebastião dizer que era cristão. Tentou, em vão, fazer com que renunciasse ao cristianismo, mas Sebastião, com firmeza, defendeu-se apresentando os motivos que o animavam a seguir a fé cristã e a socorrer os aflitos e os perseguidos.
O Imperador, enraivecido ante os sólidos argumentos daquele cristão autêntico e decidido, deu ordem aos seus soldados para que o matassem a flechadas. Tal ordem foi imediatamente cumprida: num descampado, os soldados despiram-no, amarraram-no ao tronco de uma árvore e atiraram, sobre ele, uma chuva de flechas. Depois, abandonaram-no para que sangrasse até a morte.
Durante a noite, uma mulher, Irene ( Santa Irene ) viúva do mártir Castulo, foi com algumas amigas ao lugar da execução, para retirar o corpo de Sebastião e dar-lhe sepultura. Com assombro, comprovaram que ainda estava vivo. Desamarraram-no, e Irene escondeu-o em sua casa, cuidando de suas feridas, até que se curasse. Algum tempo depois, já restabelecido, Sebastião apresentou-se ao imperador, censurando-o pelas injustiças cometidas contra os cristãos, acusados de serem inimigos do Estado.
O imperador ignorou os pedidos de Sebastião para que deixasse de perseguir os cristãos, e ordenou que ele fosse espancado até a morte. E, para impedir que o corpo fosse venerado pelos cristãos, atiraram-no para o esgoto público de Roma.
Uma piedosa mulher, Luciana ( Santa Luciana), recolheu o seu corpo martirizado, limpou-o e deu-lhe sepultura nas catacumbas. Isto aconteceu no ano de 287. No ano 680, as suas relíquias foram solenemente transportados para uma basílica construída pelo Imperador Constantino, onde se encontram até aos dias de hoje. Naquela ocasião, uma terrível peste assolava Roma, vitimando muitas pessoas. Entretanto, tal epidemia desapareceu, por completo, a partir do momento da transladação dos restos mortais do mártir São Sebastião, que passou a ser venerado como padroeiro contra a peste, fome e guerra.