PALAVRA COM SENTIDO

PALAVRA COM SENTIDO

“…Soltai brados de alegria… Fazei ouvir os vossos louvores…” (cf. Jeremias 31, 7)

O convite à alegria é permanente, na Palavra do Senhor. A alegria nasce da fé no Senhor que salva o seu povo; é fermento de esperança, na tristeza que envolve a vida; é testemunho do amor que se verga sob o peso da cruz; é proclamação da verdade que nos liberta. O desafio da alegria afronta o ódio, a vingança, a marginalidade, a violência, porque é criador de unidade, de comunhão, de festa, de encontro e de paz… A verdadeira alegria: aquela que vem de Deus e anima a nossa acção missionária. Por ela, somos convidados a louvar e a agradecer as maravilhas que Deus faz em nós e, por nós, no meio do mundo. Cantar a alegria da fé, do amor incondicional, da vida doada em serviço por amor, da fraternidade que construímos na harmonia das palavras e na beleza dos gestos, da esperança que destrói muros e lança pontes de solidariedade e de perdão. Acolher a alegria de Jesus presente no meio de nós…

domingo, 18 de março de 2012

CAMPANHA DA CRUZ


Não se esqueça:
COLOQUE A CRUZ NUM SÍTIO BEM VISÍVEL: NA SUA VARANDA, NO SEU JARDIM, À SUA JANELA…
Assim, afirmamos o nosso amor a Jesus Cristo crucificado; a nossa comunhão com a Sua paixão e morte; a nossa esperança na Sua Páscoa gloriosa.

PALAVRAS DO BISPO DO PORTO


- na 1ª Conferência quaresmal, na Sé do Porto, em 14 de Março de 2012


A Evangelização coloca-nos diante da proposta de Cristo, para realizarmos a nossa vida como ele pascalmente o fez e no-lo proporciona, coisa só possível na força do Espírito e na inclusão eclesial, como ramos na videira (cf. Jo 15, 1 ss). Esta é a verdade das coisas, tão coincidente aliás com a natureza social do homem, agora transformada em “meio divino”. Para tal, são indispensáveis dois itens. 1º) Que a Palavra seja insistentemente proclamada em cada comunidade e 2º) Que cada comunidade se deixe constantemente converter por ela. Foi este o apelo do Concílio na sua fundamental constituição dogmática Dei Verbum, repetido mais proximamente pelo último Sínodo dos Bispos e por Bento XVI na exortação apostólica pós-sinodal Verbum Dei.
Assim dispunha e esperava a constituição conciliar: “… que a Palavra do Senhor avance e seja glorificada (cf. 2 Ts 3, 1), e que o tesouro da Revelação, confiado à Igreja, encha cada vez mais os corações dos homens. Assim como a vida da Igreja se desenvolve com a participação assídua no mistério eucarístico, assim também é lícito esperar um novo impulso da vida espiritual com a redobrada veneração da Palavra de Deus, que permanece para sempre” (Dei Verbum, 26). E a recente exortação apostólica insiste: “… o Sínodo convidou a um esforço pastoral particular para que a Palavra de Deus apareça em lugar central na vida da Igreja, recomendando que se incremente a pastoral bíblica, não em justaposição com outras formas de pastoral, mas como animação bíblica da pastoral inteira” (Verbum Domini, 73).
Mas atendamos ao facto de, nestes dois milénios, o processo de exortação e aplicação não ter sido propriamente linear, mas como que cíclico, entre épocas de evangelização renovada e adaptada a circunstâncias próprias e tempos de concretização dela, mais ou menos conseguida. Daqui que possamos até identificar cinco grandes “evangelizações” da nossa Europa, como a seguir tentarei ilustrar. ( cf. Diocese do Porto )

QUARESMA 2012 : A PALAVRA DO PAPA


- na Audiência geral, na Praça de São Pedro, em 14 de Março de 2012


“…Nos Actos dos Apóstolos, aparecem os Discípulos reunidos em oração com a Mãe de Jesus no Cenáculo à espera do Espírito Santo. Assim como a vida terrena de Jesus teve início com Maria, assim também a Igreja dá os primeiros passos com Ela. As etapas do caminho de Maria desde a sua casa de Nazaré até ao Cenáculo, passando pela Cruz onde Jesus Lhe entregou João como filho, mostram-Na num perseverante clima de recolhimento, meditando tudo no silêncio do seu coração. Com esta atitude interior de escuta, Maria é capaz de ler a história, reconhecen-do com humildade que é o Senhor quem tudo realiza. No Magnificat, vemos Maria cantar não só as maravilhas n’Ela operadas, mas também aquilo que Deus fez e continua a fazer na Histó-ria. Por isso esta sua presença no Cenáculo tem um grande significado, pois Maria partilha com os Apóstolos aquilo que há de mais precioso: a memória viva de Jesus na oração. Venerar a Mãe de Jesus na Igreja significa aprender d’Ela a ser comunidade que reza…” ( cf. Santa Sé

RECORDANDO


ACTO DE CONTRIÇÃO


- versão mais antiga e longa
Senhor Jesus Cristo, Deus e homem verdadeiro, Criador e Redentor meu, por serdes Vós quem sois - sumamente bom e digno de ser amado sobre todas as coisas -, e porque Vos amo e estimo, pesa-me, Senhor, de todo o meu coração, de Vos ter ofendido e pro-ponho firmemente, ajudado com o auxílio da vossa divina graça, emendar-me e nunca mais vos tornar a ofender. Peço e espero alcançar o perdão das minhas culpas, pela vos-sa infinita misericórdia. Amém.

- versão mais comum
Meu Deus, porque sois infinitamente bom, eu Vos amo de todo o meu coração. Pesa-me de Vos ter ofendido e, com o auxílio da Vossa divina graça, proponho firmemente emendar-me e nunca mais Vos tornar a ofender. Peço e espero o perdão das minhas cul-pas pela Vossa infinita misericórdia. Amém.

- versão para as crianças
Meu Deus, porque sois tão bom, tenho muita pena de Vos ter ofendido. Ajudai-me a não tornar a pecar.

PARA REZAR



SALMO 137 ( 136 )

Sobre os rios de Babilónia nos sentámos a chorar,
com saudades de Sião.
Nos salgueiros das suas margens,
dependurámos nossas harpas.

Aqueles que nos levaram cativos
queriam ouvir os nossos cânticos,
e os nossos opressores uma canção de alegria:
«Cantai-nos um cântico de Sião».

Como poderíamos nós cantar um cântico do Senhor
em terra estrangeira?
Se eu me esquecer de ti, Jerusalém,
esquecida fique a minha mão direita.

Apegue-se-me a língua ao paladar,
se não me lembrar de ti,
se não fizer de Jerusalém
a maior das minhas alegrias.

SANTOS POPULARES

- a propósito do Dia do Pai: 19 de Março



SÃO JOSÉ
“…São José foi chamado por Deus para servir directamente a Pessoa e a missão de Jesus, mediante o exercício da sua paternidade: desse modo, precisamente, ele «coopera no grande mistério da Redenção, quando chega a plenitude dos tempos», e é verdadeiramente «ministro da salvação». A sua paternidade expressou-se concretamente «em ter feito da sua vida um serviço, um sacrifício, ao mistério da Incarnação e à missão redentora com o mesmo inseparavelmente ligada; em ter usado da autoridade legal, que lhe competia em relação à Sagrada Família, para lhe fazer o dom total de si mesmo, da sua vida e do seu trabalho; e em ter convertido a sua vocação humana para o amor familiar na sobre-humana oblação de si, do seu coração e de todas as capacidades, no amor que empregou ao serviço do Messias germinado na sua casa». A Liturgia, ao recordar que foram confiados «à solícita guarda de São José, na aurora dos novos tempos, os mistérios da salvação», esclarece também que ele «foi constituído por Deus chefe da sua Família, para que, servo fiel e prudente, guardasse com paterna solicitude o seu Filho uni-génito». O Papa Leão XIII realça a sublimidade desta missão: «Ele entre todos, impõe-se pela sua sublime dignidade, dado que, por disposição divina, foi guardião e, na opinião dos homens, pai do Filho de Deus. Daí se seguia, portanto, que o Verbo de Deus fosse submisso a José, lhe obedecesse e lhe prestasse aquela honra e aquela reverência, que os filhos devem aos próprios pais». E uma vez que não se pode conceber que a uma tarefa tão sublime não correspondessem as qualidades requeridas para a desempenhar adequadamente, importa reconhecer que José teve em relação a Jesus, «por especial dom do Céu, todo aquele amor natural e toda aquela solicitude afectuosa que o coração de um pai possa experimentar». Com a autoridade paterna sobre Jesus, Deus terá comunicado também a José o amor correspondente, aquele amor que tem a sua fonte no Pai «do qual toda a paternidade, nos céus e na terra, toma o nome» (Ef 3, 15)…” ( João Paulo II, sobre a figura e missão de São José ) A devoção a São José, na Igreja Católica, é antiquíssima. A Igreja do Oriente celebra a sua memória desde o séc. IX. Os Carmelitas introduziram a festa de São José na Igreja ocidental. Os Franciscanos, em 1399, faziam da memória de São José uma grande festividade. O Papa Xisto IV inseriu-a no breviário e no missal. O Papa Gregório XV estendeu esta festa a toda a Igreja. O Papa Clemente XI compôs o ofício, com os hinos, para o dia 19 de Março e colocou as missões da China sob a protecção de São José. O Papa Pio IX introduziu, em 1847, a festa do Patrocínio de São José e, em 1871, declarou-o padroeiro da Igreja Católica. O Papa Leão XIII e o Papa Bento XV recomendaram aos fiéis uma particular devoção a São José. Bento XV mandou inserir no missal um prefácio próprio.
Nada sabemos da infância de São José, nem da sua vida até o casamento com Maria, a jovem de Nazaré. Os Evangelhos não nos dizem nada a tal respeito. Limitam-se a afirmar que José era justo; que José era cumpridor da lei, era um homem santo; que era da Casa de David; que tinha a profissão de carpinteiro.
Ignora-se quando São José morreu. Há razões que fazem supor que o desenlace se tenha dado antes da vida pública de Jesus Cristo. Certamente não estaria vivo quando o seu Filho morreu na cruz; de contrário, não se compreenderia que Jesus recomendasse a sua Mãe ao seu discípulo João. ( cf. paginaoriente )