As crianças do 1º ano da catequese da Igreja Matriz foram acolhidas pela comunidade, na celebração da Eucaristia deste Sábado, dia 27 de Outubro. Na simplicidade deste acolhimento, quisemos manifestar a nossa alegria porque Deus, nosso Pai, continua a impulsionar as famílias para o testemunho da fé, para a formação cristã dos seus filhos e para a corresponsabilidade na educação integral das crianças. A presença dos pais é fundamental para a transmissão da fé às gerações mais jovens. No abraço deste acolhimento, confiamos a Jesus a decisão destas crianças, que querem conhecê-l’O melhor para viverem de acordo com os Seus ensinamentos.
PALAVRA COM SENTIDO
PALAVRA COM SENTIDO
“… Recebei o Espírito Santo …” (cf. João 20, 21)
Nós sabemos que todos os domingos recordamos a Ressurreição do Senhor Jesus, mas, neste período depois da Páscoa, o Domingo reveste-se de um significado ainda mais iluminador. Na tradição da Igreja, este domingo, o primeiro depois da Páscoa, era chamado «in albis». Que significa isto? A expressão pretendia recordar o rito que cumpriam quantos tinham recebido o baptismo, na Vigília de Páscoa. A cada um deles era entregue uma veste branca — «alba», branca» — para indicar a nova dignidade dos filhos de Deus. Ainda hoje se faz isto: aos recém-nascidos oferece-se uma pequena veste simbólica, enquanto os adultos vestem uma verdadeira, como vimos na Vigília pascal. E aquela veste branca, no passado, era usada durante uma semana, até este domingo, e disto deriva o nome in albis deponendis, que significa o domingo no qual se tira a veste branca. E assim, tirando a veste branca, os neófitos começavam a sua nova vida em Cristo e na Igreja.
Há outro aspecto. No Jubileu do Ano 2000, São João Paulo II estabeleceu que este domingo seja dedicado à Divina Misericórdia. É verdade, foi uma boa intuição: quem inspirou isto foi o Espírito Santo. Concluímos há poucos meses o Jubileu extraordinário da Misericórdia e este domingo convida-nos a retomar com vigor a graça que provém da misericórdia de Deus. O Evangelho de hoje é a narração da aparição de Cristo ressuscitado aos discípulos reunidos no cenáculo (cf. Jo 20, 19-31). São João escreve que Jesus, depois de se ter despedido dos seus discípulos, lhes disse: «Assim como o Pai me enviou, também Eu vos envio a vós». Dito isto, soprou sobre eles e acrescentou: «Recebei o Espírito Santo. Àqueles a quem perdoardes os pecados, ser-lhes-ão perdoados» (vv. 21-23). Eis o sentido da misericórdia que se apresenta precisamente no dia da ressurreição de Jesus como perdão dos pecados. Jesus Ressuscitado transmitiu à sua Igreja, como primeira tarefa, a sua missão de levar, a todos, o anúncio do perdão. Esta é a primeira tarefa: anunciar o perdão. Este sinal visível da sua misericórdia traz consigo a paz do coração e a alegria do encontro renovado com o Senhor.
A misericórdia à luz da Páscoa deixa-se perceber como uma verdadeira forma de conhecimento. E isto é importante: a misericórdia é uma verdadeira forma de conhecimento. Sabemos que se conhece através de muitas formas. Conhece-se através dos sentidos, da intuição, da razão e ainda de muitas outras formas. Pois bem, pode conhecer-se, também, através da experiência da misericórdia, porque a misericórdia abre a porta da mente para compreender melhor o mistério de Deus e da nossa existência pessoal. A misericórdia faz-nos compreender que a violência, o rancor, a vingança não têm sentido algum, e a primeira vítima é quem vive estes sentimentos, porque se priva da própria dignidade. A misericórdia abre, também, a porta do coração e permite expressar a proximidade, sobretudo a quantos estão sozinhos e marginalizados, porque os faz sentir irmãos e filhos de um só Pai. Ela favorece o reconhecimento de quantos têm necessidade de consolação e faz encontrar palavras adequadas para dar conforto.
Irmãos e irmãs, a misericórdia aquece o coração e torna-o sensível às necessidades dos irmãos com a partilha e a participação. Em síntese, a misericórdia compromete todos a serem instrumentos de justiça, de reconciliação e de paz. Nunca esqueçamos que a misericórdia é o remate na vida de fé e a forma concreta com a qual damos visibilidade à ressurreição de Jesus.
Maria, Mãe da Misericórdia, nos ajude a crer e a viver tudo isto com alegria. (Papa Francisco na Oração Regina Coeli, no dia 23 de Abril de 2017, na Praça de São Pedro, Roma)
quarta-feira, 31 de outubro de 2012
CATEQUESE
As crianças do 1º ano da catequese da Igreja Matriz foram acolhidas pela comunidade, na celebração da Eucaristia deste Sábado, dia 27 de Outubro. Na simplicidade deste acolhimento, quisemos manifestar a nossa alegria porque Deus, nosso Pai, continua a impulsionar as famílias para o testemunho da fé, para a formação cristã dos seus filhos e para a corresponsabilidade na educação integral das crianças. A presença dos pais é fundamental para a transmissão da fé às gerações mais jovens. No abraço deste acolhimento, confiamos a Jesus a decisão destas crianças, que querem conhecê-l’O melhor para viverem de acordo com os Seus ensinamentos.
PALAVRAS DO PAPA
- na Audiência geral, no dia 24 de Outubro, em Roma.
“…O que é a fé? (…) É um
confiante confiar num “Tu”, que é Deus, que me dá uma certeza diferente, mas
não menos sólida do que aquela que me vem do cálculo exacto ou da ciência. A fé
não é uma simples adesão intelectual do homem a uma verdade particular sobre
Deus; é um acto com o qual confio livremente num Deus que é Pai e me ama; é
adesão a um “Tu” que me dá esperança e confiança. Certamente esta adesão a Deus
não é privada de conteúdo: sabemos que o próprio Deus se mostrou em Cristo;
mostrou a sua face e fez-se realmente próximo a cada um de nós. Mais, Deus
revelou que o seu amor pelo homem, por cada um de nós, é sem medida: na Cruz,
Jesus de Nazaré, o Filho de Deus feito homem, mostra-nos, do modo mais
luminoso, a que ponto chega este amor, até a doação de si mesmo, até o
sacrifício total. Com o Mistério da Morte e Ressurreição de Cristo, Deus desce
até ao fundo da nossa humanidade para a trazer de volta a Ele, para elevá-la à
sua altura. A fé é crer neste amor de Deus que não diminui diante da maldade do
homem, diante do mal e da morte, mas é capaz de transformar cada forma de escravidão,
dando a possibilidade da salvação. Ter fé, então, é encontrar este “Tu”, Deus,
que me sustenta e me concede a promessa de um amor indestrutível que não só
aspira à eternidade, mas a dá; é confiar-se a Deus como a atitude de uma
criança, que sabe bem que todas as suas dificuldades, todos os seus problemas
estão seguros no “Tu” da mãe. E esta possibilidade de salvação através da fé é
um dom que Deus oferece a todos os homens. Acho que deveríamos meditar com mais
frequência – na nossa vida quotidiana, caracterizada por problemas e situações
às vezes dramáticas – sobre o facto de que crer de forma cristã significa este
abandonar-me com confiança ao sentido profundo que me sustenta a mim e ao
mundo, aquele sentido que nós não somos capazes de dar, mas somente de receber
como dom e que é a razão pela qual podemos viver sem medo. E esta certeza libertadora
e tranquilizante da fé devemos ser capazes de anunciá-la com a palavra e de
mostrá-la com a nossa vida de cristãos. ...” ( cf Zenit )
ANO DA FÉ
“…Desejamos que este Ano
suscite, em cada crente, o anseio de confessar a fé plenamente e com renovada convicção,
com confiança e esperança. Será uma ocasião propícia, também, para intensificar
a celebração da fé na liturgia, particularmente na Eucaristia, que é «a meta para
a qual se encaminha a acção da Igreja e a fonte de onde promana toda a sua
força». Simultaneamente esperamos que o testemunho de vida dos crentes cresça
na sua credibilidade. Descobrir novamente os conteúdos da fé professada,
celebrada, vivida e rezada e reflectir sobre o próprio acto com que se crê, é
um compromisso que cada crente deve assumir, sobretudo neste Ano. Não foi sem
razão que, nos primeiros séculos, os cristãos eram obrigados a aprender de memória
o Credo. É que este servia-lhes de oração diária, para não esquecerem o
compromisso assumido com o Baptismo. Recorda-o, com palavras densas de
significado, Santo Agostinho quando afirma numa homilia sobre a redditio
symboli (a entrega do Credo): «O símbolo do santo mistério, que recebestes
todos juntos e que hoje proferistes um a um, reúne as palavras sobre as quais
está edificada com solidez a fé da Igreja, nossa Mãe, apoiada no alicerce
seguro que é Cristo Senhor. E vós recebeste-lo e proferiste-lo, mas deveis
tê-lo sempre presente na mente e no coração, deveis repeti-lo nos vossos
leitos, pensar nele nas praças e não o esquecer durante as refeições; e, mesmo
quando o corpo dorme, o vosso coração continue de vigília por ele». ( cf. Bento
XVI, in Porta Fidei, nº 9)
PARA REZAR
SALMO 126
Quando o Senhor mudou o
destino de Sião,
parecia-nos viver um sonho.A nossa boca encheu-se de sorrisos
e a nossa língua de canções.
Dizia-se, então, entre os pagãos:
«O Senhor fez por eles grandes coisas!»
Sim, o Senhor fez por nós grandes coisas;
por isso, exultamos de alegria.
Transforma, Senhor, o nosso destino,
como as chuvas transformam o deserto do Négueb.
Aqueles que semeiam com lágrimas,
vão recolher com alegria.
À ida vão a chorar,
carregando e lançando as
sementes;no regresso cantam de alegria,
transportando os feixes de espigas.
SANTOS POPULARES
TODOS OS SANTOS
No dia 1 de Novembro,
celebramos a memória de Todos-os-Santos. Numa única festa, louvamos a Deus pelo
amor que fez germinar no coração de tantos homens e mulheres que se confiaram a
Cristo e de deram, na caridade, aos outros. Agora, revestidos da glória de
Cristo ressuscitado, contemplam a face de Deus e rejubilam na Sua presença. Na
vida, professaram a sua fé mostrando-a nas suas boas obras; fizeram-se uma
oblação até ao fim, até ao martírio; renunciaram às vaidades do mundo para, na
sua pobreza, encontrar o verdadeiro tesouro: Cristo. A propósito desta
solenidade, disse o Papa Bento XVI: “… ‘Para que serve o nosso louvor aos santos,
o nosso tributo de glória, esta nossa solenidade’. Com esta interrogação tem
início uma famosa homilia de São Bernardo para o dia de Todos os Santos. É uma
pergunta que se poderia fazer também hoje. E é actual a resposta que o Salmo
nos oferece: ‘Os nossos santos - diz São Bernardo - não têm necessidade das
nossas honras, e nada lhes advém do nosso culto. Por minha vez, devo confessar
que, quando penso nos santos, sinto-me arder de grandes desejos’. (Disc. 2;
Opera Omnia Cisterc. 5, 364ss.). Eis, portanto, o significado da solenidade
hodierna: contemplando o exemplo luminoso dos santos, despertar em nós o grande
desejo de ser como os santos: felizes por viver próximos de Deus, na sua luz,
na grande família dos amigos de Deus. Ser santo significa: viver na intimidade
com Deus, viver na sua família. Esta é a vocação de todos nós, reiterada com
vigor pelo Concílio Vaticano II, e hoje proposta de novo, solenemente, à nossa
atenção. Mas como é que podemos tornar-nos santos, amigos de Deus? A esta interrogação
pode-se responder, antes de mais, de forma negativa: para ser santo não é necessário
realizar acções nem obras extraordinárias, nem possuir carismas excepcionais. Depois,
vem a resposta positiva: é preciso, sobretudo, ouvir Jesus e depois segui-lo
sem desanimar diante das dificuldades. ‘Se alguém me serve Ele admoesta-nos que
me siga, e onde Eu estiver, ali estará também o meu servo. Se alguém me servir,
o Pai há-de honrá-lo’ (Jo 12, 26). Quem nele confia e o ama com sinceridade,
como o grão de trigo sepultado na terra, aceita morrer para si mesmo. Com
efeito, Ele sabe que quem procura conservar a sua vida para si mesmo,
perdê-la-á; e quem se entrega, quem se perde a si mesmo encontra a própria vida
(cf. Jo 12, 24-25). A experiência da Igreja demonstra que cada forma de
santidade, embora siga diferentes percursos, passa sempre pelo caminho da cruz,
pelo caminho da renúncia a si mesmo. As biografias dos santos descrevem homens
e mulheres que, dóceis aos desígnios divinos, enfrentaram por vezes provações e
sofrimentos indescritíveis, perseguições e o martírio. Perseveraram no seu
compromisso, ‘vêm da grande tribulação - lê-se no Apocalipse -, lavaram as suas
túnicas e branquearam-nas no sangue do Cordeiro’ (Ap 7, 14). Os seus nomes
estão inscritos no livro da Vida (cf. Ap 20, 12); a sua morada eterna é o
Paraíso. O exemplo dos santos constitui para nós um encorajamento a seguir os
mesmos passos, a experimentar a alegria daqueles que confiam em Deus, porque a
única verdadeira causa de tristeza e de infelicidade para o homem é o facto de
viver longe de Deus…” ( cf. Bento XVI, Homilia do dia 1 de Novembro de 2006 )
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