PALAVRA COM SENTIDO

PALAVRA COM SENTIDO

“…Soltai brados de alegria… Fazei ouvir os vossos louvores…” (cf. Jeremias 31, 7)

O convite à alegria é permanente, na Palavra do Senhor. A alegria nasce da fé no Senhor que salva o seu povo; é fermento de esperança, na tristeza que envolve a vida; é testemunho do amor que se verga sob o peso da cruz; é proclamação da verdade que nos liberta. O desafio da alegria afronta o ódio, a vingança, a marginalidade, a violência, porque é criador de unidade, de comunhão, de festa, de encontro e de paz… A verdadeira alegria: aquela que vem de Deus e anima a nossa acção missionária. Por ela, somos convidados a louvar e a agradecer as maravilhas que Deus faz em nós e, por nós, no meio do mundo. Cantar a alegria da fé, do amor incondicional, da vida doada em serviço por amor, da fraternidade que construímos na harmonia das palavras e na beleza dos gestos, da esperança que destrói muros e lança pontes de solidariedade e de perdão. Acolher a alegria de Jesus presente no meio de nós…

quarta-feira, 31 de outubro de 2012

CATEQUESE





FESTA DO ACOLHIMENTO

As crianças do 1º ano da catequese da Igreja Matriz foram acolhidas pela comunidade, na celebração da Eucaristia deste Sábado, dia 27 de Outubro. Na simplicidade deste acolhimento, quisemos manifestar a nossa alegria porque Deus, nosso Pai, continua a impulsionar as famílias para o testemunho da fé, para a formação cristã dos seus filhos e para a corresponsabilidade na educação integral das crianças. A presença dos pais é fundamental para a transmissão da fé às gerações mais jovens. No abraço deste acolhimento, confiamos a Jesus a decisão destas crianças, que querem conhecê-l’O melhor para viverem de acordo com os Seus ensinamentos.

PALAVRAS DO PAPA



- na Audiência geral, no dia 24 de Outubro, em Roma.

“…O que é a fé? (…) É um confiante confiar num “Tu”, que é Deus, que me dá uma certeza diferente, mas não menos sólida do que aquela que me vem do cálculo exacto ou da ciência. A fé não é uma simples adesão intelectual do homem a uma verdade particular sobre Deus; é um acto com o qual confio livremente num Deus que é Pai e me ama; é adesão a um “Tu” que me dá esperança e confiança. Certamente esta adesão a Deus não é privada de conteúdo: sabemos que o próprio Deus se mostrou em Cristo; mostrou a sua face e fez-se realmente próximo a cada um de nós. Mais, Deus revelou que o seu amor pelo homem, por cada um de nós, é sem medida: na Cruz, Jesus de Nazaré, o Filho de Deus feito homem, mostra-nos, do modo mais luminoso, a que ponto chega este amor, até a doação de si mesmo, até o sacrifício total. Com o Mistério da Morte e Ressurreição de Cristo, Deus desce até ao fundo da nossa humanidade para a trazer de volta a Ele, para elevá-la à sua altura. A fé é crer neste amor de Deus que não diminui diante da maldade do homem, diante do mal e da morte, mas é capaz de transformar cada forma de escravidão, dando a possibilidade da salvação. Ter fé, então, é encontrar este “Tu”, Deus, que me sustenta e me concede a promessa de um amor indestrutível que não só aspira à eternidade, mas a dá; é confiar-se a Deus como a atitude de uma criança, que sabe bem que todas as suas dificuldades, todos os seus problemas estão seguros no “Tu” da mãe. E esta possibilidade de salvação através da fé é um dom que Deus oferece a todos os homens. Acho que deveríamos meditar com mais frequência – na nossa vida quotidiana, caracterizada por problemas e situações às vezes dramáticas – sobre o facto de que crer de forma cristã significa este abandonar-me com confiança ao sentido profundo que me sustenta a mim e ao mundo, aquele sentido que nós não somos capazes de dar, mas somente de receber como dom e que é a razão pela qual podemos viver sem medo. E esta certeza libertadora e tranquilizante da fé devemos ser capazes de anunciá-la com a palavra e de mostrá-la com a nossa vida de cristãos. ...” ( cf Zenit )

ANO DA FÉ

“…Desejamos que este Ano suscite, em cada crente, o anseio de confessar a fé plenamente e com renovada convicção, com confiança e esperança. Será uma ocasião propícia, também, para intensificar a celebração da fé na liturgia, particularmente na Eucaristia, que é «a meta para a qual se encaminha a acção da Igreja e a fonte de onde promana toda a sua força». Simultaneamente esperamos que o testemunho de vida dos crentes cresça na sua credibilidade. Descobrir novamente os conteúdos da fé professada, celebrada, vivida e rezada e reflectir sobre o próprio acto com que se crê, é um compromisso que cada crente deve assumir, sobretudo neste Ano. Não foi sem razão que, nos primeiros séculos, os cristãos eram obrigados a aprender de memória o Credo. É que este servia-lhes de oração diária, para não esquecerem o compromisso assumido com o Baptismo. Recorda-o, com palavras densas de significado, Santo Agostinho quando afirma numa homilia sobre a redditio symboli (a entrega do Credo): «O símbolo do santo mistério, que recebestes todos juntos e que hoje proferistes um a um, reúne as palavras sobre as quais está edificada com solidez a fé da Igreja, nossa Mãe, apoiada no alicerce seguro que é Cristo Senhor. E vós recebeste-lo e proferiste-lo, mas deveis tê-lo sempre presente na mente e no coração, deveis repeti-lo nos vossos leitos, pensar nele nas praças e não o esquecer durante as refeições; e, mesmo quando o corpo dorme, o vosso coração continue de vigília por ele». ( cf. Bento XVI, in Porta Fidei, nº 9)

PARA REZAR



SALMO 126

Quando o Senhor mudou o destino de Sião,
parecia-nos viver um sonho.
A nossa boca encheu-se de sorrisos
e a nossa língua de canções.
Dizia-se, então, entre os pagãos:
«O Senhor fez por eles grandes coisas!»
Sim, o Senhor fez por nós grandes coisas;
por isso, exultamos de alegria.
Transforma, Senhor, o nosso destino,
como as chuvas transformam o deserto do Négueb.
Aqueles que semeiam com lágrimas,
vão recolher com alegria.

À ida vão a chorar,
carregando e lançando as sementes;
no regresso cantam de alegria,
transportando os feixes de espigas.

SANTOS POPULARES



TODOS OS SANTOS

No dia 1 de Novembro, celebramos a memória de Todos-os-Santos. Numa única festa, louvamos a Deus pelo amor que fez germinar no coração de tantos homens e mulheres que se confiaram a Cristo e de deram, na caridade, aos outros. Agora, revestidos da glória de Cristo ressuscitado, contemplam a face de Deus e rejubilam na Sua presença. Na vida, professaram a sua fé mostrando-a nas suas boas obras; fizeram-se uma oblação até ao fim, até ao martírio; renunciaram às vaidades do mundo para, na sua pobreza, encontrar o verdadeiro tesouro: Cristo. A propósito desta solenidade, disse o Papa Bento XVI: “… ‘Para que serve o nosso louvor aos santos, o nosso tributo de glória, esta nossa solenidade’. Com esta interrogação tem início uma famosa homilia de São Bernardo para o dia de Todos os Santos. É uma pergunta que se poderia fazer também hoje. E é actual a resposta que o Salmo nos oferece: ‘Os nossos santos - diz São Bernardo - não têm necessidade das nossas honras, e nada lhes advém do nosso culto. Por minha vez, devo confessar que, quando penso nos santos, sinto-me arder de grandes desejos’. (Disc. 2; Opera Omnia Cisterc. 5, 364ss.). Eis, portanto, o significado da solenidade hodierna: contemplando o exemplo luminoso dos santos, despertar em nós o grande desejo de ser como os santos: felizes por viver próximos de Deus, na sua luz, na grande família dos amigos de Deus. Ser santo significa: viver na intimidade com Deus, viver na sua família. Esta é a vocação de todos nós, reiterada com vigor pelo Concílio Vaticano II, e hoje proposta de novo, solenemente, à nossa atenção. Mas como é que podemos tornar-nos santos, amigos de Deus? A esta interrogação pode-se responder, antes de mais, de forma negativa: para ser santo não é necessário realizar acções nem obras extraordinárias, nem possuir carismas excepcionais. Depois, vem a resposta positiva: é preciso, sobretudo, ouvir Jesus e depois segui-lo sem desanimar diante das dificuldades. ‘Se alguém me serve Ele admoesta-nos que me siga, e onde Eu estiver, ali estará também o meu servo. Se alguém me servir, o Pai há-de honrá-lo’ (Jo 12, 26). Quem nele confia e o ama com sinceridade, como o grão de trigo sepultado na terra, aceita morrer para si mesmo. Com efeito, Ele sabe que quem procura conservar a sua vida para si mesmo, perdê-la-á; e quem se entrega, quem se perde a si mesmo encontra a própria vida (cf. Jo 12, 24-25). A experiência da Igreja demonstra que cada forma de santidade, embora siga diferentes percursos, passa sempre pelo caminho da cruz, pelo caminho da renúncia a si mesmo. As biografias dos santos descrevem homens e mulheres que, dóceis aos desígnios divinos, enfrentaram por vezes provações e sofrimentos indescritíveis, perseguições e o martírio. Perseveraram no seu compromisso, ‘vêm da grande tribulação - lê-se no Apocalipse -, lavaram as suas túnicas e branquearam-nas no sangue do Cordeiro’ (Ap 7, 14). Os seus nomes estão inscritos no livro da Vida (cf. Ap 20, 12); a sua morada eterna é o Paraíso. O exemplo dos santos constitui para nós um encorajamento a seguir os mesmos passos, a experimentar a alegria daqueles que confiam em Deus, porque a única verdadeira causa de tristeza e de infelicidade para o homem é o facto de viver longe de Deus…” ( cf. Bento XVI, Homilia do dia 1 de Novembro de 2006 )