PALAVRA COM SENTIDO

PALAVRA COM SENTIDO

“…Soltai brados de alegria… Fazei ouvir os vossos louvores…” (cf. Jeremias 31, 7)

O convite à alegria é permanente, na Palavra do Senhor. A alegria nasce da fé no Senhor que salva o seu povo; é fermento de esperança, na tristeza que envolve a vida; é testemunho do amor que se verga sob o peso da cruz; é proclamação da verdade que nos liberta. O desafio da alegria afronta o ódio, a vingança, a marginalidade, a violência, porque é criador de unidade, de comunhão, de festa, de encontro e de paz… A verdadeira alegria: aquela que vem de Deus e anima a nossa acção missionária. Por ela, somos convidados a louvar e a agradecer as maravilhas que Deus faz em nós e, por nós, no meio do mundo. Cantar a alegria da fé, do amor incondicional, da vida doada em serviço por amor, da fraternidade que construímos na harmonia das palavras e na beleza dos gestos, da esperança que destrói muros e lança pontes de solidariedade e de perdão. Acolher a alegria de Jesus presente no meio de nós…

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

OBRAS NA IGREJA MATRIZ


 Depois das obras de consolidação e restauro da estrutura da Igreja Matriz de Santa Maria da Feira, era urgente dar uma atenção especial aos altares, talhas e imagens que precisam de profundas e cuidadas obras de restauro. O nosso projecto contempla o restauro dos 9 (nove!) altares da Igreja Matriz. Começamos pelo Altar-Mor. Estão a decorrer os trabalhos que foram confiados à Escola das Artes da Universidade Católica do Porto. Estas obras exigem, de todos os intervenientes, grande qualidade profissional, técnica e artística. A Escola das Artes responde aos requisitos necessários e merece a maior credibilidade. Para podermos concretizar este projecto, precisamos da ajuda e colaboração de todos. Contamos com a vossa generosidade. A vossa oferta pode ser enviada à Paróquia de Santa Maria da Feira. Os nossos agradecimentos e as nossas orações.

CENTRO DE PREPARAÇÃO PARA O MATRIMÓNIO




SANTA MARIA DA FEIRA
 
O matrimónio católico é um projecto de grande beleza e elevação. Quando vivido no amor fiel, torna-se fonte de felicidade para os cônjuges, para as suas famílias e para os filhos que, porventura, vierem a nascer do casal.
O matrimónio é um acontecimento que precisa de ser pensado e preparado.
O Centro de Preparação para o Matrimónio de Santa Maria da Feira é constituído por um grupo de casais que pretende ajudar os noivos a tomar consciência da verdadeira dimensão do matrimónio.
O trabalho da equipa de casais com os noivos tem como objetivos:
Provocar o diálogo entre os noivos;
Testemunhar que é possível a duas pessoas diferentes que se amam:
• vencerem todas as dificuldade da vida
• superarem as eventuais crises
• viverem um matrimónio uno e indissolúvel
Evidenciar a importância do Sacramento do matrimónio, através do qual Deus concede ao casal os auxílios necessários, não dispensando, porém, a colaboração de cada um.
Próximo CPM : Dias 19, 20 e 21 de Abril de 2013
Os interessados deverão efectuar a sua inscrição, solicitando uma ficha de inscrição para o e-
mail: cpmfeira@gmail.com.
O Casal Responsável: M.ª Emília Melo e Mário Coelho

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

PALAVRAS DO PAPA



- na Audiência geral, no dia 31 de Outubro, em Roma.

“…Hoje gostaria de dar outro passo na nossa reflexão, começando, mais uma vez, por algumas perguntas: a fé tem um carácter somente pessoal, individual? Interessa somente à minha pessoa? Vivo a minha fé sozinho? Vejamos: O acto de fé é um acto eminentemente pessoal, que vem do íntimo mais profundo e sinaliza uma troca de direcção, uma conversão pessoal: é a minha existência que recebe uma mudança, uma orientação nova. Na Liturgia do Baptismo, no momento das promessas, o celebrante pede para manifestar a fé católica e formula três perguntas: crês em Deus, Pai omnipotente? Crês em Jesus Cristo, seu único Filho? Crês no Espírito Santo? Antigamente, estas perguntas eram feitas pessoalmente àqueles quem iam receber o Baptismo, antes que imergissem, por três vezes, na água. E, também hoje, a resposta é no singular: ‘Creio”. Mas, este meu crer não é resultado de uma reflexão minha, solitária; não é o produto de um pensamento meu, mas é fruto de uma relação, de um diálogo, no qual há um escutar, um receber e um responder; é o comunicar com Jesus que me faz sair do meu “eu”, fechado em mim mesmo, para abrir-me ao amor de Deus Pai. É como um renascimento no qual me descubro unido não somente a Jesus, mas também a todos aqueles que caminharam e caminham pela mesma via; e este novo nascimento, que inicia com o Baptismo, continua ao longo de todo o percurso da existência. Não posso construir a minha fé pessoal num diálogo privado com Jesus, porque a fé é-me dada por Deus através de uma comunidade que crê, que é a Igreja, e me insere, assim, na multidão dos crentes, numa comunhão que não é somente sociológica, mas enraizada no amor eterno de Deus que, em Si mesmo, é comunhão do Pai, do Filho e do Espírito Santo; é Amor trinitário. A nossa fé é realmente pessoal na medida em que for também comunitária: a “minha” fé só existe e tem sentido se for vivida e testemunhada no “nós” da Igreja; a “minha” fé só é verdadeira fé católica se for expressão da fé comum da única Igreja…” ( Zenit )

ANO DA FÉ



Ao longo deste tempo, manteremos o olhar fixo em Jesus Cristo, «autor e consumador da fé» (Heb 12, 2): n’Ele, encontra plena realização toda a ânsia e anélito do coração humano. A alegria do amor, a resposta ao drama da tribulação e do sofrimento, a força do perdão face à ofensa recebida e a vitória da vida sobre o vazio da morte, tudo isto encontra plena realização no mistério da sua Encarnação, do seu fazer-Se homem, do partilhar connosco a fragilidade humana para a transformar com a força da sua ressurreição. N’Ele, morto e ressuscitado para a nossa salvação, encontram plena luz os exemplos de fé que marcaram estes dois mil anos da nossa história de salvação. Pela fé, Maria acolheu a palavra do Anjo e acreditou no anúncio de que seria Mãe de Deus na obediência da sua dedicação (cf. Lc 1, 38). Ao visitar Isabel, elevou o seu cântico de louvor ao Altíssimo pelas maravilhas que realizava em quantos a Ele se confiavam (cf. Lc 1, 46-55). Com alegria e trepidação, deu à luz o seu Filho unigénito, mantendo intacta a sua virgindade (cf. Lc 2, 6-7). Confiando em José, seu Esposo, levou Jesus para o Egipto a fim de O salvar da perseguição de Herodes (cf. Mt 2, 13-15). Com a mesma fé, seguiu o Senhor na sua pregação e permaneceu ao seu lado mesmo no Gólgota (cf. Jo 19, 25- 27). Com fé, Maria saboreou os frutos da ressurreição de Jesus e, conservando no coração a memória de tudo (cf. Lc 2, 19.51), transmitiu-a aos Doze reunidos com Ela no Cenáculo para receberem o Espírito Santo (cf. Act 1, 14; 2, 1-4). Pela fé, os Apóstolos deixaram tudo para seguir o Mestre (cf. Mc 10, 28). Acreditaram nas palavras com que Ele anunciava o Reino de Deus presente e realizado na sua Pessoa (cf. Lc 11, 20). Viveram em comunhão de vida com Jesus, que os instruía com a sua doutrina, deixando-lhes uma nova regra de vida pela qual haveriam de ser reconhecidos como seus discípulos depois da morte d’Ele (cf. Jo 13, 34-35). Pela fé, foram pelo mundo inteiro, obedecendo ao mandato de levar o Evangelho a toda a criatura (cf. Mc 16, 15) e, sem temor algum, anunciaram a todos a alegria da ressurreição, de que foram fiéis testemunhas. Pela fé, os discípulos formaram a primeira comunidade reunida à volta do ensino dos Apóstolos, na oração, na celebração da Eucaristia, pondo em comum aquilo que possuíam para acudir às necessidades dos irmãos (cf. Act 2, 42-47). Pela fé, os mártires deram a sua vida para testemunhar a verdade do Evangelho que os transformara, tornando-os capazes de chegar até ao dom maior do amor com o perdão dos seus próprios perseguidores. Pela fé, homens e mulheres consagraram a sua vida a Cristo, deixando tudo para viver em simplicidade evangélica a obediência, a pobreza e a castidade, sinais concretos de quem aguarda o Senhor, que não tarda a vir. Pela fé, muitos cristãos se fizeram promotores de uma acção em prol da justiça, para tornar palpável a palavra do Senhor, que veio anunciar a libertação da opressão e um ano de graça para todos (cf. Lc 4, 18-19). Pela fé, no decurso dos séculos, homens e mulheres de todas as idades, cujo nome está escrito no Livro da vida (cf. Ap 7, 9; 13, 8), confessaram a beleza de seguir o Senhor Jesus nos lugares onde eram chamados a dar testemunho do seu ser cristão: na família, na profissão, na vida pública, no exercício dos carismas e ministérios a que foram chamados. Pela fé, vivemos também nós, reconhecendo o Senhor Jesus vivo e presente na nossa vida e na história. (Bento XVI, Porta Fidei, nº 13)

PARA REZAR



DO SALMO 18

Eu te amo, ó Senhor, minha força.
O Senhor é a minha rocha, fortaleza e protecção;
o meu Deus é o abrigo em que me refugio,
o meu escudo, o meu baluarte de defesa.
 
Invoquei o Senhor, que é digno de louvor,
e fui salvo dos meus inimigos
Viva o Senhor! Bendito seja o meu protector!
Glorificado seja o Deus que é a minha salvação!
Por isso, eu te louvarei, Senhor, entre os povos
e cantarei hinos ao teu nome.
Deus dá grandes vitórias ao seu rei
e usa de bondade com o seu ungido.

 

SANTOS POPULARES



SÃO NUNO DE SANTA MARIA ( SANTO CONDESTÁVEL )

Nuno Álvares Pereira nasceu em Portugal a 24 de Junho de 1360, muito provavelmente em Cernache do Bonjardim. Era filho ilegítimo de fr. Álvaro Gonçalves Pereira, cavaleiro dos Hospitalários de S. João de Jerusalém e Prior do Crato, e de D. Iria Gonçalves do Carvalhal. Cerca de um ano após o seu nascimento, o menino foi legitimado por decreto real, podendo assim receber a educação cavalheiresca típica dos filhos das famílias nobres do seu tempo. Aos treze anos torna-se pajem da rainha D. Leonor, tendo sido bem recebido na Corte e acabando por ser, pouco depois, armado cavaleiro. Aos dezasseis anos casa-se, por vontade do seu pai, com uma jovem e rica viúva, D. Leonor de Alvim. Da sua união nascem três filhos: dois do sexo masculino - que morrem em tenra idade - e uma do sexo feminino, Beatriz, a qual, mais tarde, viria a desposar o filho do rei D. João I, D. Afonso, primeiro duque de Bragança. Quando o rei D. Fernando I morreu, a 22 de Outubro de 1383, sem ter deixado filhos varões, o seu irmão D. João, Mestre de Avis, viu-se envolvido na luta pela coroa lusitana, que lhe era disputada pelo rei de Castela por ter desposado a filha do falecido rei. Nuno tomou o partido de D. João, que o nomeou Condestável do reino, isto é, Comandante supremo do exército. Nuno conduziu o exército português, repetidas vezes, à vitória, até se ter consagrado na batalha de Aljubarrota (14 de Agosto de 1385), a qual acaba por determinar à resolução do conflito. Os dotes militares de Nuno eram, no entanto, acompanhados por uma espiritualidade sincera e profunda. O amor pela Eucaristia e pela Virgem Maria são a trave-mestra da sua vida interior. Assíduo à oração mariana, jejuava em honra da Virgem Maria às quartas-feiras, às sextas, aos sábados e nas vigílias das suas festas. Assistia diariamente à missa, embora só pudesse receber a eucaristia por ocasião das maiores solenidades. O estandarte que elegeu como insígnia pessoal traz as imagens do Crucificado, de Maria e dos cavaleiros S. Tiago e S. Jorge. Fez ainda construir, às suas próprias custas, numerosas igrejas e mosteiros, entre os quais se contam o Convento do Carmo, em Lisboa, e a Igreja de S. Maria da Vitória, na Batalha. Com a morte da esposa, em 1387, Nuno recusa contrair novas núpcias, tornando-se um modelo de pureza de vida. Quando, finalmente, se alcançou a paz, distribui grande parte dos seus bens entre os seus companheiros, antigos combatentes, e acabou por se desfazer totalmente daqueles que lhe restavam em 1423, quando decide entrar no convento carmelita por ele fundado, tomando então o nome de frei Nuno de Santa Maria. Impelido pelo Amor, abandona as armas e o poder para revestir-se da armadura do Espírito recomendada pela Regra do Carmo: era a opção por uma mudança radical de vida em que sela o percurso da fé autêntica que sempre o tinha norteado. Embora tivesse preferido retirar-se para uma longínqua comunidade de Portugal, o filho do rei, D. Duarte, de tal o impediu. Mas ninguém pode proibir-lhe que se dedicasse a pedir esmola em favor do convento e sobretudo dos pobres, os quais continuou sempre a assistir e a servir. Em seu favor organiza a distribuição quotidiana de alimentos, nunca voltando as costas a um pedido. O Condestável do rei de Portugal, o Comandante supremo do exército e seu guia vitorioso, o fundador e benfeitor da comunidade carmelita, ao entrar no convento recusa todos os privilégios e assume como própria a condição mais humilde, a de frade Donato, dedicando-se totalmente ao serviço do Senhor, de Maria - a sua terna Padroeira que sempre venerou -, e dos pobres, nos quais reconhece o rosto de Jesus. Significativo foi o dia da morte de frei Nuno de Santa Maria: o domingo de Páscoa, 1 de Abril de 1431. Passou imediatamente a ser chamado de “santo” pelo povo, que desde então o começa a invocar como o “Santo Condestável”. Em 1894, o Pe. Anastasio Ronci, postulador geral dos Carmelitas, consegue introduzir o processo para o reconhecimento do culto do Beato Nuno “desde tempos imemoriais”, acabando este por ser felizmente concluído, apesar das dificuldades próprias do tempo em que decorre, no dia 23 de Dezembro de 1918 com o decreto Clementissimus Deus do Papa Bento XV. Foi canonizado pelo Papa Bento XVI, no dia 26 de Abril de 2009. Na homilia da Missa, disse o Papa: «… "Sabei que o Senhor me fez maravilhas. Ele me ouve, quando eu o chamo" (Sl 4, 4). Estas palavras do Salmo Responsorial exprimem o segredo da vida do bem-aventurado Nuno de Santa Maria, herói e santo de Portugal. Os setenta anos da sua vida situam-se na segunda metade do século XIV e primeira do século XV, que viram aquela nação consolidar a sua independência de Castela e estender-se depois pelos Oceanos – não sem um desígnio particular de Deus – abrindo novas rotas que haviam de propiciar a chegada do Evangelho de Cristo até aos confins da terra. São Nuno sente-se instrumento deste desígnio superior e alistado na militia Christi, ou seja, no serviço de testemunho que cada cristão é chamado a dar no mundo. Características dele são uma intensa vida de oração e absoluta confiança no auxílio divino. Embora fosse um óptimo militar e um grande chefe, nunca deixou os dotes pessoais sobreporem-se à acção suprema que vem de Deus. São Nuno esforçava-se por não pôr obstáculos à acção de Deus na sua vida, imitando Nossa Senhora, de Quem era devotíssimo e a Quem atribuía publicamente as suas vitórias. No ocaso da sua vida, retirou-se para o Convento do Carmo por ele mandado construir. Sinto-me feliz por apontar à Igreja inteira esta figura exemplar nomeadamente pela presença duma vida de fé e oração em contextos aparentemente pouco favoráveis à mesma, sendo a prova de que em qualquer situação, mesmo de carácter militar e bélico, é possível actuar e realizar os valores e princípios da vida cristã, sobretudo se esta é colocada ao serviço do bem comum e da glória de Deus. » (vatican.va)