Foi com surpresa,
incredulidade e estupefacção que os católicos e o mundo tomaram conhecimento,
no dia 11 de Fevereiro de 2013, da decisão de resignar, tomada pelo Papa Bento
XVI. Não sendo um caso inédito da História da Igreja, tal não acontecia há
quase 600 anos. Para a validade da renúncia do Papa – de acordo com o cân. 332
§ 2. – esta deve ser feita livremente e devidamente manifestada. Lembramos as
palavras de Bento XVI, na sua comunicação ao Consistório, à Igreja e ao mundo:
“…Depois de ter examinado repetidamente a minha consciência diante de Deus,
cheguei à certeza de que as minhas forças, devido à idade avançada, já não são
idóneas para exercer adequadamente o ministério petrino. Estou bem consciente
de que este ministério, pela sua essência espiritual, deve ser cumprido não só
com as obras e com as palavras, mas também e igualmente sofrendo e rezando.
Todavia, no mundo de hoje, sujeito a rápidas mudanças e agitado por questões de
grande relevância para a vida da fé, para governar a barca de São Pedro e
anunciar o Evangelho, é necessário também o vigor quer do corpo quer do
espírito; vigor este que, nos últimos meses, foi diminuindo de tal modo em mim
que tenho de reconhecer a minha incapacidade para administrar bem o ministério
que me foi confiado. Por isso, bem consciente da gravidade deste acto, com
plena liberdade, declaro que renuncio ao ministério de Bispo de Roma, Sucessor
de São Pedro, que me foi confiado pela mão dos Cardeais, em 19 de Abril de 2005,
pelo que, a partir de 28 de Fevereiro de 2013, às 20,00 horas, a sede de Roma,
a sede de São Pedro, ficará vacante e deverá ser convocado, por aqueles a quem
tal compete, o Conclave para a eleição do novo Sumo Pontífice…” Este Papa, na
sua simplicidade, profundidade de pensamento, frontalidade de mensagem, clareza
no anúncio do Evangelho, tornou-se um marco incontornável da história do mundo.
Respondendo ao seu apelo, os cristãos católicos devem rezar pelo Papa e por
aquele que será o escolhido para ocupar a “Cadeira de Pedro”. De acordo com as
notícias, o Conclave – reunião dos cardeais para escolherem o papa –
reunir-se-á a partir do dia 15 de Março. Viva o Papa!...
PALAVRA COM SENTIDO
PALAVRA COM SENTIDO
“… O Senhor ressuscitou, verdadeiramente!…” (cf. Antífona do Domingo de Páscoa)
Hoje ecoa em todo o mundo o anúncio da Igreja: «Jesus Cristo ressuscitou»; «ressuscitou verdadeiramente»!
Como uma nova chama, se acendeu esta Boa Nova na noite: a noite dum mundo já a braços com desafios epocais e agora oprimido pela pandemia, que coloca à dura prova a nossa grande família humana. Nesta noite, ressoou a voz da Igreja: «Cristo, minha esperança, ressuscitou!» (Sequência da Páscoa).
É um «contágio» diferente, que se transmite de coração a coração, porque todo o coração humano aguarda esta Boa Nova. É o contágio da esperança: «Cristo, minha esperança, ressuscitou!» Não se trata duma fórmula mágica, que faça desvanecerem-se os problemas. Não! A ressurreição de Cristo não é isso. Mas é a vitória do amor sobre a raiz do mal, uma vitória que não «salta» por cima do sofrimento e da morte, mas atravessa-os abrindo uma estrada no abismo, transformando o mal em bem: marca exclusiva do poder de Deus.
O Ressuscitado é o Crucificado; e não outra pessoa. Indeléveis no seu corpo glorioso, traz as chagas: feridas que se tornaram frestas de esperança. Para Ele, voltamos o nosso olhar para que sare as feridas da humanidade atribulada.
Hoje penso sobretudo em quantos foram atingidos diretamente pelo coronavírus: os doentes, os que morreram e os familiares que choram a partida dos seus queridos e por vezes sem conseguir sequer dizer-lhes o último adeus.
O Senhor da vida acolha junto de Si no seu Reino os falecidos e dê conforto e esperança a quem ainda está na prova, especialmente aos idosos e às pessoas sem ninguém. Não deixe faltar a sua consolação e os auxílios necessários a quem se encontra em condições de particular vulnerabilidade, como aqueles que trabalham nas casas de cura ou vivem nos quartéis e nas prisões.
Para muitos, é uma Páscoa de solidão, vivida entre lutos e tantos incómodos que a pandemia está a causar, desde os sofrimentos físicos até aos problemas económicos.
Esta epidemia não nos privou apenas dos afetos, mas também da possibilidade de recorrer pessoalmente à consolação que brota dos Sacramentos, especialmente da Eucaristia e da Reconciliação. Em muitos países, não foi possível aceder a eles, mas o Senhor não nos deixou sozinhos! Permanecendo unidos na oração, temos a certeza de que Ele colocou sobre nós a sua mão (cf. Sal 139/138, 5), repetindo a cada um com veemência: Não tenhas medo! «Ressuscitei e estou contigo para sempre» (cf. Missal Romano).
Jesus, nossa Páscoa, dê força e esperança aos médicos e enfermeiros, que por todo o lado oferecem um testemunho de solicitude e amor ao próximo até ao extremo das forças e, por vezes, até ao sacrifício da própria saúde. Para eles, bem como para quantos trabalham assiduamente para garantir os serviços essenciais necessários à convivência civil, para as forças da ordem e os militares que em muitos países contribuíram para aliviar as dificuldades e tribulações da população, vai a nossa saudação afetuosa juntamente com a nossa gratidão.
Nestas semanas, alterou-se improvisamente a vida de milhões de pessoas. Para muitos, ficar em casa foi uma ocasião para refletir, parar os ritmos frenéticos da vida, permanecer com os próprios familiares e desfrutar da sua companhia. Mas, para muitos outros, é também um momento de preocupação pelo futuro que se apresenta incerto, pelo emprego que se corre o risco de perder e pelas outras consequências que acarreta a atual crise. Encorajo todas as pessoas que detêm responsabilidades políticas a trabalhar ativamente em prol do bem comum dos cidadãos, fornecendo os meios e instrumentos necessários para permitir a todos que levem uma vida digna e favorecer – logo que as circunstâncias o permitam – a retoma das atividades diárias habituais.
Este não é tempo para a indiferença, porque o mundo inteiro está a sofrer e deve sentir-se unido ao enfrentar a pandemia. Jesus ressuscitado dê esperança a todos os pobres, a quantos vivem nas periferias, aos refugiados e aos sem abrigo. Não sejam deixados sozinhos estes irmãos e irmãs mais frágeis, que povoam as cidades e as periferias de todas as partes do mundo. Não lhes deixemos faltar os bens de primeira necessidade, mais difíceis de encontrar agora que muitas atividades estão encerradas, bem como os medicamentos e sobretudo a possibilidade duma assistência sanitária adequada. Em consideração das presentes circunstâncias, sejam abrandadas também as sanções internacionais que impedem os países visados de proporcionar apoio adequado aos seus cidadãos e seja permitido a todos os Estados acudir às maiores necessidades do momento atual, reduzindo – se não mesmo perdoando – a dívida que pesa sobre os orçamentos dos mais pobres.
Este não é tempo para egoísmos, pois o desafio que enfrentamos nos une a todos e não faz distinção de pessoas. Dentre as muitas áreas do mundo afetadas pelo coronavírus, penso de modo especial na Europa. Depois da II Guerra Mundial, este Continente pôde ressurgir graças a um espírito concreto de solidariedade, que lhe permitiu superar as rivalidades do passado. É muito urgente, sobretudo nas circunstâncias presentes, que tais rivalidades não retomem vigor; antes, pelo contrário, todos se reconheçam como parte duma única família e se apoiem mutuamente. Hoje, à sua frente, a União Europeia tem um desafio epocal, de que dependerá não apenas o futuro dela, mas também o do mundo inteiro. Não se perca esta ocasião para dar nova prova de solidariedade, inclusive recorrendo a soluções inovadoras. Como alternativa, resta apenas o egoísmo dos interesses particulares e a tentação dum regresso ao passado, com o risco de colocar à dura prova a convivência pacífica e o progresso das próximas gerações.
Este não é tempo para divisões. Cristo, nossa paz, ilumine a quantos têm responsabilidades nos conflitos, para que tenham a coragem de aderir ao apelo a um cessar-fogo global e imediato em todos os cantos do mundo. Este não é tempo para continuar a fabricar e comercializar armas, gastando somas enormes que deveriam ser usadas para cuidar das pessoas e salvar vidas. Ao contrário, seja o tempo em que finalmente se ponha termo à longa guerra que ensanguentou a amada Síria, ao conflito no Iémen e às tensões no Iraque, bem como no Líbano. Seja este o tempo em que israelitas e palestinianos retomem o diálogo para encontrar uma solução estável e duradoura que permita a ambos os povos viverem em paz. Cessem os sofrimentos da população que vive nas regiões orientais da Ucrânia. Ponha-se termo aos ataques terroristas perpetrados contra tantas pessoas inocentes em vários países da África.
Este não é tempo para o esquecimento. A crise que estamos a enfrentar não nos faça esquecer muitas outras emergências que acarretam sofrimentos a tantas pessoas. Que o Senhor da vida Se mostre próximo das populações da Ásia e da África que estão a atravessar graves crises humanitárias, como na Região de Cabo Delgado, no norte de Moçambique. Acalente o coração das inúmeras pessoas refugiadas e deslocadas por causa de guerras, seca e carestia. Proteja os inúmeros migrantes e refugiados, muitos deles crianças, que vivem em condições insuportáveis, especialmente na Líbia e na fronteira entre a Grécia e a Turquia. E não quero esquecer a ilha de Lesbos. Faça com que na Venezuela se chegue a soluções concretas e imediatas, destinadas a permitir a ajuda internacional à população que sofre por causa da grave conjuntura política, socioeconómica e sanitária.
Queridos irmãos e irmãs,
Verdadeiramente palavras como indiferença, egoísmo, divisão, esquecimento não são as que queremos ouvir neste tempo. Mais, queremos bani-las de todos os tempos! Aquelas parecem prevalecer quando em nós vencem o medo e a morte, isto é, quando não deixamos o Senhor Jesus vencer no nosso coração e na nossa vida. Ele, que já derrotou a morte abrindo-nos a senda da salvação eterna, dissipe as trevas da nossa pobre humanidade e introduza-nos no seu dia glorioso, que não conhece ocaso.
Com estas reflexões, gostaria de vos desejar a todos uma Páscoa feliz. (Mensagem do Papa Francisco na Bênção Urbi et Orbe, no Domingo de Páscoa de 2020).
sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013
segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013
INÍCIO DA QUARESMA
QUARTA-FEIRA DE CINZAS
“…Iniciamos o tempo litúrgico
da Quaresma com o rito sugestivo da imposição das cinzas, através do qual
queremos assumir o compromisso de converter o nosso coração para os horizontes
da Graça. Em geral, na opinião comum, este tempo corre o risco de ser conotado pela
tristeza, pela desolação da vida. Ao contrário, ela é dom precioso de Deus, é
tempo forte e denso de significados no caminho da Igreja, é o itinerário rumo à
Páscoa do Senhor… O período quaresmal propõe-nos(…)um caminho de quarenta dias
durante os quais deveríamos experimentar, de modo eficaz, o amor misericordioso
de Deus. Continua a ressoar para nós o apelo: «Convertei-vos a Mim de todo o
vosso coração». Hoje, quem é chamado a converter o coração a Deus somos nós,
sempre conscientes de não poder realizar a nossa conversão sozinhos, unicamente
com as nossas forças, porque é Deus quem nos converte. Ele oferece-nos o seu perdão, convidando-nos
a voltar para Ele para que nos dê um coração novo, purificado do mal que o
oprime, para fazer com que participemos da sua glória. O nosso mundo precisa de
ser convertido por Deus, tem necessidade do seu perdão, do seu amor, precisa de
um coração novo…
…Iniciemos confiantes o
itinerário quaresmal. Quarenta dias separam-nos da Páscoa. Este tempo «forte»
do ano litúrgico é um tempo propício que nos é dado para corresponder, com maior
empenho, à nossa conversão, para intensificar a escuta da Palavra de Deus, a
oração e a penitência, abrindo o coração à aceitação dócil da vontade divina,
para uma prática mais generosa da mortificação, graças à qual ir mais
amplamente em ajuda do próximo necessitado: um itinerário espiritual que nos
prepara para reviver o Mistério pascal…” (Homilia do Papa Bento XVI, na Missa de 4º feira de cinzas de 2011)
PALAVRAS DO PAPA
- na Audiência geral, 6 de Fevereiro, Roma
“…No Credo, confessamos que
Deus é o «criador do céu e da terra», como se lê no Génesis. Deus cria através
da sua palavra: a vida surge, porque tudo obedece à Palavra divina. No vértice
da criação, aparece o homem e a mulher: formados do pó da terra, possuem o
sopro vital de Deus, e cada vida humana está sob a sua protecção. Esta é a
razão mais profunda da inviolabilidade da dignidade humana. Viver na fé quer
dizer reconhecer a grandeza de Deus e aceitar a nossa condição de criaturas.
Por vezes, somos tentados a ver esta dependência do amor criador de Deus como
um peso do qual libertar-se. Mas, indo contra o seu Criador, o ser humano
renega a sua origem e a sua verdade, e o mal entra no mundo com a sua penosa
cadeia de sofrimentos e morte. E, sozinhos, não podemos sair dela… As justas
relações só podem ser reatadas, se Aquele, de quem nos afastamos, vier até nós
e nos estender a mão. É o que faz Cristo! Percorre o caminho do amor,
humilhando-Se até à morte de Cruz, para repor em ordem as nossas relações com
Deus e com os outros. A Cruz torna-se a nova árvore da vida…”
ANO DA FÉ
- Educar para a Fé
Na Igreja Matriz de Santa Maria da Feira, sob proposta da Assessoria Vicarial da Pastoral Familiar, realizou-se, no dia 8 de Fevereiro, um encontro de formação ( o último de três programados: São Jorge, Santa Maria de Lamas ) com o tema: Educar para a fé. Como já havíamos informado, orientou este trabalho o Dr. Daniel Bastos, Diácono permanente da Paróquia de Matosinhos e psicólogo de profissão. Estiveram presentes numerosos casais que, no espaço do diálogo, interpelaram o conferencista acerca dos desafios da educação da fé, num mundo tão marcadamente secularista. O encontro teve, também, momentos de carácter artístico - cultural, animados pela Mafalda Campos e pelo João Carlos Soares que tocaram e cantaram para admiração e deleite dos participantes. Um abrigado sincero pela disponibilidade de todos os intervenientes.
- Formação de catequistas
Por propostas dos Secretariados Paroquiais da Catequese das Paróquias de Escapães e Santa Maria da Feira (pólo da Igreja Matriz), realizou-se, no dia 9 de Fevereiro, na Casa do Povo de Santa Maria da Feira, um encontro de formação, com o tema: “Revitalizar e professar a fé: conhecer a proposta da ‘Porta da Fé’…” As paróquias mobilizaram os seus catequistas, que estiveram presentes, em grande número. O trabalho foi orientado pelo pároco de ambas as paróquias.
Na minha primeira Encíclica,
deixei já alguns elementos que permitem individuar a estreita ligação entre
estas duas virtudes teologais: a fé e a caridade. Partindo duma afirmação fundamental
do apóstolo João: «Nós conhecemos o amor que Deus nos tem, pois cremos nele» (1
Jo 4, 16), recordava que, «no início do ser cristão, não há uma decisão ética
ou uma grande ideia, mas o encontro com um acontecimento, com uma Pessoa que dá
à vida um novo horizonte e, desta forma, o rumo decisivo. (...) Dado que Deus
foi o primeiro a amar-nos (cf. 1 Jo 4, 10), agora o amor já não é apenas um
“mandamento”, mas é a resposta ao dom do amor com que Deus vem ao nosso
encontro» (Deus caritas est, 1). A fé constitui aquela adesão pessoal – que
engloba todas as nossas faculdades - à revelação do amor gratuito e
«apaixonado» que Deus tem por nós e que se manifesta plenamente em Jesus
Cristo. O encontro com Deus Amor envolve não só o coração, mas também o
intelecto: «O reconhecimento do Deus vivo é um caminho para o amor, e o sim da
nossa vontade à d’Ele une intelecto, vontade e sentimento no acto globalizante
do amor. Mas isto é um processo que permanece continuamente a caminho: o amor
nunca está "concluído" e completado» (ibid., 17). Daqui deriva, para
todos os cristãos e em particular para os «agentes da caridade», a necessidade
da fé, daquele «encontro com Deus em Cristo que suscite neles o amor e abra o
seu íntimo ao outro, de tal modo que, para eles, o amor do próximo já não seja
um mandamento por assim dizer imposto de fora, mas uma consequência resultante
da sua fé que se torna operativa pelo amor» (ibid., 31). O cristão é uma pessoa
conquistada pelo amor de Cristo e, movido por este amor - «caritas Christi
urget nos» (2 Cor 5, 14) -, está aberto de modo profundo e concreto ao amor do
próximo (cf. ibid., 33). Esta atitude nasce, antes de tudo, da consciência de
ser amados, perdoados e mesmo servidos pelo Senhor, que Se inclina para lavar
os pés dos Apóstolos e Se oferece a Si mesmo na cruz para atrair a humanidade
ao amor de Deus. «A fé mostra-nos o Deus que entregou o seu Filho por nós e
assim gera em nós a certeza vitoriosa de que isto é mesmo verdade: Deus é amor!
(...) A fé, que toma consciência do amor de Deus revelado no coração
trespassado de Jesus na cruz, suscita por sua vez o amor. Aquele amor divino é
a luz – fundamentalmente, a única – que ilumina incessantemente um mundo às
escuras e nos dá a coragem de viver e agir» (ibid., 39). Tudo isto nos faz
compreender como o procedimento principal que distingue os cristãos é precisamente
«o amor fundado sobre a fé e por ela plasmado»…”
Na Igreja Matriz de Santa Maria da Feira, sob proposta da Assessoria Vicarial da Pastoral Familiar, realizou-se, no dia 8 de Fevereiro, um encontro de formação ( o último de três programados: São Jorge, Santa Maria de Lamas ) com o tema: Educar para a fé. Como já havíamos informado, orientou este trabalho o Dr. Daniel Bastos, Diácono permanente da Paróquia de Matosinhos e psicólogo de profissão. Estiveram presentes numerosos casais que, no espaço do diálogo, interpelaram o conferencista acerca dos desafios da educação da fé, num mundo tão marcadamente secularista. O encontro teve, também, momentos de carácter artístico - cultural, animados pela Mafalda Campos e pelo João Carlos Soares que tocaram e cantaram para admiração e deleite dos participantes. Um abrigado sincero pela disponibilidade de todos os intervenientes.
- Formação de catequistas
Por propostas dos Secretariados Paroquiais da Catequese das Paróquias de Escapães e Santa Maria da Feira (pólo da Igreja Matriz), realizou-se, no dia 9 de Fevereiro, na Casa do Povo de Santa Maria da Feira, um encontro de formação, com o tema: “Revitalizar e professar a fé: conhecer a proposta da ‘Porta da Fé’…” As paróquias mobilizaram os seus catequistas, que estiveram presentes, em grande número. O trabalho foi orientado pelo pároco de ambas as paróquias.
- Bento XVI, na mensagem para a Quaresma 2013
“… A fé como resposta ao amor de Deus
Na minha primeira Encíclica,
deixei já alguns elementos que permitem individuar a estreita ligação entre
estas duas virtudes teologais: a fé e a caridade. Partindo duma afirmação fundamental
do apóstolo João: «Nós conhecemos o amor que Deus nos tem, pois cremos nele» (1
Jo 4, 16), recordava que, «no início do ser cristão, não há uma decisão ética
ou uma grande ideia, mas o encontro com um acontecimento, com uma Pessoa que dá
à vida um novo horizonte e, desta forma, o rumo decisivo. (...) Dado que Deus
foi o primeiro a amar-nos (cf. 1 Jo 4, 10), agora o amor já não é apenas um
“mandamento”, mas é a resposta ao dom do amor com que Deus vem ao nosso
encontro» (Deus caritas est, 1). A fé constitui aquela adesão pessoal – que
engloba todas as nossas faculdades - à revelação do amor gratuito e
«apaixonado» que Deus tem por nós e que se manifesta plenamente em Jesus
Cristo. O encontro com Deus Amor envolve não só o coração, mas também o
intelecto: «O reconhecimento do Deus vivo é um caminho para o amor, e o sim da
nossa vontade à d’Ele une intelecto, vontade e sentimento no acto globalizante
do amor. Mas isto é um processo que permanece continuamente a caminho: o amor
nunca está "concluído" e completado» (ibid., 17). Daqui deriva, para
todos os cristãos e em particular para os «agentes da caridade», a necessidade
da fé, daquele «encontro com Deus em Cristo que suscite neles o amor e abra o
seu íntimo ao outro, de tal modo que, para eles, o amor do próximo já não seja
um mandamento por assim dizer imposto de fora, mas uma consequência resultante
da sua fé que se torna operativa pelo amor» (ibid., 31). O cristão é uma pessoa
conquistada pelo amor de Cristo e, movido por este amor - «caritas Christi
urget nos» (2 Cor 5, 14) -, está aberto de modo profundo e concreto ao amor do
próximo (cf. ibid., 33). Esta atitude nasce, antes de tudo, da consciência de
ser amados, perdoados e mesmo servidos pelo Senhor, que Se inclina para lavar
os pés dos Apóstolos e Se oferece a Si mesmo na cruz para atrair a humanidade
ao amor de Deus. «A fé mostra-nos o Deus que entregou o seu Filho por nós e
assim gera em nós a certeza vitoriosa de que isto é mesmo verdade: Deus é amor!
(...) A fé, que toma consciência do amor de Deus revelado no coração
trespassado de Jesus na cruz, suscita por sua vez o amor. Aquele amor divino é
a luz – fundamentalmente, a única – que ilumina incessantemente um mundo às
escuras e nos dá a coragem de viver e agir» (ibid., 39). Tudo isto nos faz
compreender como o procedimento principal que distingue os cristãos é precisamente
«o amor fundado sobre a fé e por ela plasmado»…”PARA REZAR
SALMO 138
Inclino-me voltado para o teu santo templo
e louvarei o teu nome,
pela tua bondade e pela tua fidelidade,
porque foste mais além das tuas promessas.
Quando te invoquei, atendeste-me
e aumentaste as forças da minha alma.
Todos os reis da terra te louvarão, Senhor,
ao ouvirem as palavras da tua boca.
Celebrarão os caminhos do Senhor,
pois grande é a sua glória.
O Senhor é excelso, mas repara no humilde
e reconhece de longe o soberbo.
Quando estou em angústia, conservas-me a vida;
estendes a mão contra a ira dos meus inimigos,
e a tua mão direita me salva.
O Senhor tudo fará por mim!
Ó Senhor, o teu amor é eterno!
Não abandones a obra das tuas mãos!
Dou-te graças, Senhor, de
todo o coração,
na presença dos poderosos te
hei-de louvar.Inclino-me voltado para o teu santo templo
e louvarei o teu nome,
pela tua bondade e pela tua fidelidade,
porque foste mais além das tuas promessas.
Quando te invoquei, atendeste-me
e aumentaste as forças da minha alma.
Todos os reis da terra te louvarão, Senhor,
ao ouvirem as palavras da tua boca.
Celebrarão os caminhos do Senhor,
pois grande é a sua glória.
O Senhor é excelso, mas repara no humilde
e reconhece de longe o soberbo.
Quando estou em angústia, conservas-me a vida;
estendes a mão contra a ira dos meus inimigos,
e a tua mão direita me salva.
O Senhor tudo fará por mim!
Ó Senhor, o teu amor é eterno!
Não abandones a obra das tuas mãos!
SANTOS POPULARES
SÃO VALENTIM
Valentim foi um sacerdote
romano, no tempo do imperador Cláudio II. Embora este imperador não perseguisse
abertamente a religião cristã, muitos cristãos sofreram o martírio pela intolerância
e exigências de certos governadores, a quem Cláudio deixava toda a liberdade de
agir. Assim aconteceu com Valentim. Tendo sido acusado do crime de ser cristão
e sacerdote, foi levado à presença do imperador. A franqueza e a frontalidade
com que este servo de Cristo se defendeu agradaram a Cláudio que, com muito
interesse, lhe ouviu as exposições da doutrina cristã. Entretanto, Valentim
permaneceu sob as ordens do governador Calpúrnio que o entregou ao juiz Astério.
Este, propondo-se convencer Valentim da inutilidade e irrelevância da religião de
Cristo, levou-o para a sua própria casa. Ao entrar na residência deste
magistrado, Valentim pôs-se de joelhos e pediu a Deus que desse aos habitantes
daquela casa o conhecimento da luz verdadeira. Astério ouvindo Valentim a falar
em luz e não compreendendo o sentido em que empregava este termo, disse-lhe:
“Tenho aqui em casa uma menina, minha filha adoptiva que, há dois anos, está
privada da vista. Se, como dizes, o teu Deus é um Deus de luz, invoca-o para que
ela veja. Se isto acontecer, eu mesmo me curvarei diante de teu Deus”. Valentim
impôs as mãos à menina e pronunciou as seguintes palavras: “Senhor Jesus
Cristo, Deus verdadeiro e verdadeira luz, daí à vossa serva a luz dos olhos!” A
oração do Sacerdote Valentim foi ouvida pelo Senhor… A menina recuperou a
vista, imediatamente. Abriram-se também os olhos de Astério que se converteu a
Jesus e, com ele, mais quarenta pessoas, que receberam o Baptismo das mãos de
Valentim. Poucos dias depois, o Papa Calixto administrou-lhes o Sacramento da Confirmação.
Astério, que tinha sob a sua guarda outros cristãos, deu-lhes a liberdade. O
imperador Cláudio, tendo conhecimento da conversão de Astério, fê-lo comparecer
perante o tribunal, juntamente com Valentim e todos os outros que tinham sido
baptizados naquela ocasião. A ira do imperador voltou-se para Valentim, que foi
castigado com o suplício da flagelação. Não conseguindo que Valentim renegasse
Cristo e o seu Evangelho, condenou- o à morte. Valentim sofreu o martírio, ao
fio da espada, no dia 14 de Fevereiro do ano 270. O seu corpo foi sepultado na
via Flaminia e muitos milagres aconteceram por intercessão deste santo Mártir.
O Papa Júlio I mandou construir, perto da Ponte Mílvio, em Roma – em italiano, Ponte
Molle, uma Igreja dedicada a São Valentim. Esta igreja já não existe. A chamada
‘Porta del Popolo’, em Roma, tinha antigamente o nome de São Valentim.
Antigamente, aí faziam- se solenes procissões em honra deste Santo, cujas
relíquias se encontram nas Igrejas de Santa Praxedes e de São Sebastião. A
memória litúrgica de São Valentim faz-se no dia 14 de Fevereiro, data da sua
morte.
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