- PÁSCOA DO
SENHOR
“…Desde
a alvorada de Páscoa, uma nova primavera de esperança invade o mundo; desde
aquele dia, a nossa ressurreição já começou, porque a Páscoa não indica simplesmente
um momento da história, mas o início duma nova condição: Jesus ressuscitou, não
para que a sua memória permaneça viva no coração dos seus discípulos, mas para
que Ele mesmo viva em nós, e, n’Ele, possamos já saborear a alegria da vida
eterna.
Portanto
a ressurreição não é uma teoria, mas uma realidade histórica revelada pelo
Homem Jesus Cristo por meio da sua «páscoa», da sua «passagem», que abriu um
«caminho novo» entre a terra e o Céu (cf. Heb 10, 20). Não é um mito nem
um sonho, não é uma visão nem uma utopia, não é uma fábula, mas um
acontecimento único e irrepetível: Jesus de Nazaré, filho de Maria, que ao pôr-do-sol
de Sexta-feira foi descido da cruz e sepultado, deixou vitorioso o túmulo. De
facto, ao alvorecer do primeiro dia depois do Sábado, Pedro e João encontraram
o túmulo vazio. Madalena e as outras mulheres encontraram Jesus ressuscitado;
reconheceram-No também os dois discípulos de Emaús ao partir o pão; o
Ressuscitado apareceu aos Apóstolos à noite no Cenáculo e depois a muitos
outros discípulos na Galileia. O anúncio da ressurreição do Senhor ilumina as zonas escuras do mundo em que vivemos. Refiro-me de modo particular ao materialismo e ao niilismo, àquela visão do mundo que não sabe transcender o que é experimentalmente constatável e refugia-se desconsolada num sentimento de que o nada seria a meta definitiva da existência humana. É um facto que, se Cristo não tivesse ressuscitado, o «vazio» teria levado a melhor. Se abstraímos de Cristo e da sua ressurreição, não há escapatória para o homem, e toda a sua esperança permanece uma ilusão. Mas, precisamente hoje, prorrompe com vigor o anúncio da ressurreição do Senhor, que dá resposta à pergunta frequente dos cépticos, referida nomeadamente pelo livro do Coeleth: «Há porventura qualquer coisa da qual se possa dizer: / Eis, aqui está uma coisa nova?» (Co 1, 10). Sim – respondemos –, na manhã de Páscoa, tudo se renovou. «Morte e vida defrontaram-se num prodigioso combate: O Senhor da vida estava morto; mas agora, vivo, triunfa» (Sequência Pascal). Esta é a novidade! Uma novidade que muda a vida de quem a acolhe, como sucedeu com os santos…” (da mensagem Urbi et Orbi do Papa Bento XVI, na Páscoa de 2009)
- SANTA E FELIZ
PÁSCOA. ALELUIA!
O Pároco de Santa Maria da Feira deseja a todos os
paroquianos, aos nossos leitores e a todos os homens e mulheres de boa vontade,
uma Páscoa santa e feliz. Cristo Ressuscitado é a nossa alegria, a nossa
esperança, a nossa paz, a nossa felicidade. N’Ele, o mundo pode encontrar vida;
despertar para novas formar de solidariedade e de construção de uma humanidade
de comunhão e de partilha. Com Ele a vida é mais feliz.


