- SEMANA DOS SEMINÁRIOS
Termina neste Domingo, dia 15 de Novembro, a Semana dos
Seminários, cujo tema foi: “Olhou-os com misericórdia…” O Senhor olha para
todos com misericórdia mas, alguns são tocados, mais fortemente, pelo mistério
do amor de Deus e decidem seguir um caminho de entrega, de doação, de serviço
que os aproxima mais dos passos de Cristo. O Senhor olhou-os com misericórdia e
eles deixaram tudo e seguiram-no…
Damos a conhecer um pouco dos nossos seminários:
- PRÉ-SEMINÁRIO:
Comunidade não residente do Seminário do Bom Pastor
O Pré-Seminário, comunidade não residente do Seminário do Bom
Pastor em simultâneo com a apresentação do ideal do Sacerdócio Ministerial,
cultiva a disponibilidade para a resposta à vocação. O seu projecto formativo
compreende um acompanhamento diferenciado: desde o segundo ciclo básico (5º ano
de escolaridade) até à Universidade/trabalho. É frequentado por 29 jovens até
ao final do 3º ciclo, a que se acrescentam 28 a frequentar o Secundário, na
Universidade ou já a trabalhar, num total de 57.
- SEMINÁRIO DO BOM PASTOR:
Comunidade residente
O Seminário do Bom Pastor é frequentado por 26 seminaristas,
provenientes das comunidades paroquiais. A formação desenvolve-se em quatro anos:
os três primeiros correspondem aos anos do Ensino Secundário e são de
preparação vocacional. O quarto ano desenvolve as características propedêuticas
e de fundamentação presentes em todo o processo formativo, tendo por objectivo
primeiro o discernimento da vocação sacerdotal.
- SEMINÁRIO DE NOSSA
SENHORA DA CONCEIÇÃO: Seminário Maior
O Seminário Maior de Nossa Senhora da Conceição do Porto
(Seminário da Sé) é frequentado por 29 seminaristas, 5 deles em estágio. A
comunidade completa-se com a presença de seminaristas das dioceses de Coimbra e
de Vila Real.
- SEMINÁRIO MISSIONÁRIO
DIOCESANO “REDEMPTORIS MATER” DO PORTO: Seminário de Santa Teresa do Menino
Jesus
O Seminário “Redemptoris Mater” é frequentado por 15 seminaristas,
provenientes das comunidades Neocatecumenais. (cf. Guião da Semana dos Seminários…)
- SOLENIDADE DE CRISTO-REI
No próximo Domingo, dia 22 de Novembro, a Igreja celebra a
Solenidade de Cristo, Rei e Senhor do Universo. Para compreendermos melhor o
sentido desta celebração, apresentamos a mensagem do Papa Bento XVI, na Oração
do Ângelus, do dia 22 de Novembro de 2009, na Praça de São Pedro, em Roma:
“…Neste último domingo do Ano litúrgico celebramos a solenidade de
Jesus Cristo Rei do universo, uma festa instituída recentemente, mas que tem
contudo profundas raízes bíblicas e teológicas. O título "rei",
referido a Jesus, é muito importante nos Evangelhos e permite fazer uma leitura
completa da sua figura e da sua missão de salvação. Pode-se observar a este
propósito uma progressão: parte-se da expressão "rei de Israel"
e chega-se à de rei universal, Senhor da criação e da história, portanto muito
além das expectativas do próprio povo judeu. No centro deste percurso de
revelação da realeza de Jesus Cristo está mais uma vez o mistério da sua morte
e ressurreição. Quando Jesus é crucificado, os sacerdotes, os escribas e os
idosos escarnecem-no dizendo: "Se é o rei de Israel, desça da cruz,
e acreditaremos n'Ele" (Mt 27, 42). Na realidade, precisamente
porque é o Filho de Deus Jesus entregou-se livremente à sua paixão, e a cruz é
o sinal paradoxal da sua realeza, que consiste na vontade do amor de Deus Pai
sobre a desobediência do pecado. É precisamente oferecendo-se a si mesmo no
sacrifício de expiação que Jesus se torna o Rei universal, como Ele mesmo
declarará ao aparecer aos Apóstolos depois da ressurreição: "Foi-Me
dado todo o poder no céu e na terra" (Mt 28, 18). Mas em que consiste o "poder" de Jesus Cristo Rei? Não é
o dos reis e dos grandes deste mundo; é o poder divino de dar a vida eterna, de
libertar do mal, de derrotar o domínio da morte. É o poder do Amor, que do mal
sabe obter o bem, enternecer um coração endurecido, levar paz ao conflito mais
áspero, acender a esperança na escuridão mais
cerrada. Este Reino da Graça nunca se impõe, e respeita
sempre a nossa liberdade. Cristo veio para "dar testemunho da verdade"
(Jo 18, 37) – como declarou diante de Pilatos –: quem
acolhe o seu testemunho, coloca-se sob a sua "bandeira", segundo a
imagem querida a Santo Inácio de Loyola. Portanto, torna-se necessária – sem
dúvida – para cada consciência uma opção: quem quero seguir? Deus ou o maligno?
A verdade ou a mentira? Escolher Cristo não garante o sucesso segundo os
critérios do mundo, mas assegura aquela paz e alegria que só Ele pode dar.
Demonstra isto, em todas as épocas, a experiência de tantos homens e mulheres
que, em nome de Cristo, em nome da verdade e da justiça, souberam opor-se às
lisonjas dos poderes terrenos com as suas diversas máscaras, até selar com o
martírio esta sua fidelidade. Queridos irmãos e irmãs, quando o Anjo Gabriel levou o anúncio a
Maria, prenunciou-lhe que o seu Filho teria herdado o trono de David e reinado
para sempre (cf. Lc 1, 32-33). E a Virgem Santa acreditou ainda antes de
O dar ao mundo. Depois, sem dúvida, teve que se interrogar sobre qual novo
género de realeza era a de Jesus, e compreendeu-o ouvindo as suas palavras e
sobretudo participando intimamente do mistério da sua morte e ressurreição.
Peçamos a Maria que nos ajude também a nós a seguir Jesus,
nosso Rei, como ela fez, e a dar testemunho
dele com toda a nossa existência.”