PALAVRA COM SENTIDO

PALAVRA COM SENTIDO

“…Hás-de temer o Senhor, teu Deus…” (cf. Deuteronómio 6, 2)

Só Deus é Deus e Senhor. E não há outro Deus a quem amar, servir, adorar, acreditar, rezar, agradecer… Temer o Senhor não é ‘ter medo de Deus’. Não precisamos ter medo de Deus: Ele é amor, perdão, misericórdia, alegria, paz, salvação e esperança… Temer o Senhor é reconhecer a grandeza do seu poder; a santidade do seu nome; a ternura que nos dedica; a alegria da vida que nos oferece. Temer o Senhor é acolher a sua Palavra; cumprir os seus mandamentos; responder com fidelidade aos seus apelos; confiar na sua promessa e anunciá-la com a bondade dos nossos gestos. Quem ‘teme a Deus’ procura fazer tudo para não pecar contra ele; fazer nascer no coração o receio e a tristeza de o poder ofender. O apelo feito pela palavra de Deus aponta-nos o caminho da verdade, da justiça, da caridade, da compaixão. Uma grande exigência que nos trará a felicidade e a bênção.

terça-feira, 17 de novembro de 2015

EM DESTAQUE


 
- ATENTADOS EM PARIS

Uma notícia triste… Mais de 130 mortos e dezenas de feridos graves!... Uma realidade triste e sofredora que toca profundamente os nossos corações. Partilhamos a nossa revolta, a nossa solidariedade e a nossa oração. A barbárie não pode ser o futuro do mundo e da vida. O respeito, a tolerância, a paz, a lealdade e a comunhão fraterna entre os povos farão florir a vida sem violência, sem rancor, sem divisão, sem medo. Esta Sexta-Feira, dia 13 de Novembro de 2015, possa ser, para o mundo inteiro, um clamor de sofrimento e de dor que anuncie a urgência de abrir o coração ao Deus do Amor, da Paz e da Vida.
O Cardeal Parolin, Secretário de Estado da Santa Sé, enviou, em nome do Papa Francisco, ao Arcebispo de Paris, a seguinte carta:
“Tendo conhecimento dos horríveis ataques terroristas, ocorridos em Paris e junto do Estádio de França, que causaram a morte a muitíssimas pessoas e feriram muitas outras, Sua Santidade, o Papa francisco, associa-se, pela oração, ao sofrimento das famílias atingidas por este drama e, também, à dor do povo francês. Invoca Deus, Pai de misericórdia, para que acolha as vítimas na paz da Sua luz e dê conforto e esperança aos feridos e às suas famílias. O Papa assegura-lhes, como a todas as pessoas que os socorreram, a sua proximidade espiritual. Uma vez mais, o Santo Padre condena, vigorosamente, a violência que nada pode resolver e pede a Deus que inspire, em todos, pensamentos de paz e de solidariedade, derramando sobre as famílias em provação, e sobre todos os franceses, a abundância das Suas bênçãos.”

 

- SEMANA DOS SEMINÁRIOS

Termina neste Domingo, dia 15 de Novembro, a Semana dos Seminários, cujo tema foi: “Olhou-os com misericórdia…” O Senhor olha para todos com misericórdia mas, alguns são tocados, mais fortemente, pelo mistério do amor de Deus e decidem seguir um caminho de entrega, de doação, de serviço que os aproxima mais dos passos de Cristo. O Senhor olhou-os com misericórdia e eles deixaram tudo e seguiram-no…
Damos a conhecer um pouco dos nossos seminários:

- PRÉ-SEMINÁRIO: Comunidade não residente do Seminário do Bom Pastor
O Pré-Seminário, comunidade não residente do Seminário do Bom Pastor em simultâneo com a apresentação do ideal do Sacerdócio Ministerial, cultiva a disponibilidade para a resposta à vocação. O seu projecto formativo compreende um acompanhamento diferenciado: desde o segundo ciclo básico (5º ano de escolaridade) até à Universidade/trabalho. É frequentado por 29 jovens até ao final do 3º ciclo, a que se acrescentam 28 a frequentar o Secundário, na Universidade ou já a trabalhar, num total de 57.

- SEMINÁRIO DO BOM PASTOR: Comunidade residente
O Seminário do Bom Pastor é frequentado por 26 seminaristas, provenientes das comunidades paroquiais. A formação desenvolve-se em quatro anos: os três primeiros correspondem aos anos do Ensino Secundário e são de preparação vocacional. O quarto ano desenvolve as características propedêuticas e de fundamentação presentes em todo o processo formativo, tendo por objectivo primeiro o discernimento da vocação sacerdotal.

 - SEMINÁRIO DE NOSSA SENHORA DA CONCEIÇÃO: Seminário Maior
O Seminário Maior de Nossa Senhora da Conceição do Porto (Seminário da Sé) é frequentado por 29 seminaristas, 5 deles em estágio. A comunidade completa-se com a presença de seminaristas das dioceses de Coimbra e de Vila Real.

- SEMINÁRIO MISSIONÁRIO DIOCESANO “REDEMPTORIS MATER” DO PORTO: Seminário de Santa Teresa do Menino Jesus
O Seminário “Redemptoris Mater” é frequentado por 15 seminaristas, provenientes das comunidades Neocatecumenais. (cf. Guião da Semana dos Seminários…)



- SOLENIDADE DE CRISTO-REI

No próximo Domingo, dia 22 de Novembro, a Igreja celebra a Solenidade de Cristo, Rei e Senhor do Universo. Para compreendermos melhor o sentido desta celebração, apresentamos a mensagem do Papa Bento XVI, na Oração do Ângelus, do dia 22 de Novembro de 2009, na Praça de São Pedro, em Roma:
“…Neste último domingo do Ano litúrgico celebramos a solenidade de Jesus Cristo Rei do universo, uma festa instituída recentemente, mas que tem contudo profundas raízes bíblicas e teológicas. O título "rei", referido a Jesus, é muito importante nos Evangelhos e permite fazer uma leitura completa da sua figura e da sua missão de salvação. Pode-se observar a este propósito uma progressão:  parte-se da expressão "rei de Israel" e chega-se à de rei universal, Senhor da criação e da história, portanto muito além das expectativas do próprio povo judeu. No centro deste percurso de revelação da realeza de Jesus Cristo está mais uma vez o mistério da sua morte e ressurreição. Quando Jesus é crucificado, os sacerdotes, os escribas e os idosos escarnecem-no dizendo:  "Se é o rei de Israel, desça da cruz, e acreditaremos n'Ele" (Mt 27, 42). Na realidade, precisamente porque é o Filho de Deus Jesus entregou-se livremente à sua paixão, e a cruz é o sinal paradoxal da sua realeza, que consiste na vontade do amor de Deus Pai sobre a desobediência do pecado. É precisamente oferecendo-se a si mesmo no sacrifício de expiação que Jesus se torna o Rei universal, como Ele mesmo declarará ao aparecer aos Apóstolos depois da ressurreição:  "Foi-Me dado todo o poder no céu e na terra" (Mt 28, 18). Mas em que consiste o "poder" de Jesus Cristo Rei? Não é o dos reis e dos grandes deste mundo; é o poder divino de dar a vida eterna, de libertar do mal, de derrotar o domínio da morte. É o poder do Amor, que do mal sabe obter o bem, enternecer um coração endurecido, levar paz ao conflito mais áspero,  acender  a  esperança  na  escuridão mais  cerrada.  Este  Reino da Graça nunca se impõe, e respeita sempre a nossa liberdade. Cristo veio para "dar testemunho da verdade" (Jo 18, 37) – como declarou diante de Pilatos –:  quem acolhe o seu testemunho, coloca-se sob a sua "bandeira", segundo a imagem querida a Santo Inácio de Loyola. Portanto, torna-se necessária – sem dúvida – para cada consciência uma opção:  quem quero seguir? Deus ou o maligno? A verdade ou a mentira? Escolher Cristo não garante o sucesso segundo os critérios do mundo, mas assegura aquela paz e alegria que só Ele pode dar. Demonstra isto, em todas as épocas, a experiência de tantos homens e mulheres que, em nome de Cristo, em nome da verdade e da justiça, souberam opor-se às lisonjas dos poderes terrenos com as suas diversas máscaras, até selar com o martírio esta sua fidelidade. Queridos irmãos e irmãs, quando o Anjo Gabriel levou o anúncio a Maria, prenunciou-lhe que o seu Filho teria herdado o trono de David e reinado para sempre (cf. Lc 1, 32-33). E a Virgem Santa acreditou ainda antes de O dar ao mundo. Depois, sem dúvida, teve que se interrogar sobre qual novo género de realeza era a de Jesus, e compreendeu-o ouvindo as suas palavras e sobretudo participando intimamente do mistério da sua morte e ressurreição. Peçamos a Maria que nos ajude também a nós a seguir Jesus, nosso Rei, como ela fez, e a dar testemunho dele com toda a nossa existência.”